Pagu: Ilustração a serviço das mulheres

Ao mesmo tempo que a internet traz um mar de chorume para a tela do nosso computador ou smartphone, ela pode trazer coisas maravilhosas e mudar a sua vida. A cada dia mais eu vejo as meninas engajadas no feminismo e depois de muita desconstrução, posso dizer que sei o que significa esse termo. Eu também confesso que nunca tive muito contato com esse engajamento e tudo o que eu venho aprendendo é por culpa da internet.

E foi nela que eu pude conhecer o Estúdio Pagu, criado por Sabrina Gevaerd, uma ex-colega de empresa que eu tive o prazer de conhecer em 2013. Sabrina tem 26 anos e faz ilustrações bastante pessoais e relacionadas às mulheres e todos os tabus enfrentados por nós.

“Meu processo de criação é um momento de colocar para fora coisas que estão encubadas em mim, as coisas que penso. Não consigo colocar muito do que penso em palavras, mas consigo transformar algumas sensações em imagens. Já fui descrita como alguém que quebra alguns paradigmas de comportamento feminino, e acho que isso é um péssimo sintoma do mundo que a gente vive. Desenhar coisas como sexo e menstruação, que são humanas e naturais, não deveria ser tabu”.

Sabrina largou tudo em Curitiba para voltar para a sua cidade natal, Brusque – SC, e se dedicar ao seu talento. Ela me contou que trabalhando em agência sempre tinha a sensação de estar no lugar errado e que em alguns momentos “o sentimento extrapola a dificuldade de mudar”.

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“Depois que saí da agência, as coisas meio que aconteceram sozinhas. Como se no momento que resolvi apostar no que eu queria ao invés de insistir no mais estável e aceitável, o vento voltasse a soprar a favor do meu barquinho”.

O desenho sempre esteve presente na vida de Sabrina, que diz ter poucas lembranças da infância que não envolviam lápis e papel. Agora, disposta a se entregar completamente ao seu dom, ela vem conquistando o apreço das pessoas pelo seu trabalho autoral.

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“Eu já freelava com ilustração, mas o autoral é mais novo. Tem cerca de dois meses, e o resultado positivo tem superado minhas expectativas. Às vezes me pego num estado de quase êxtase de tão feliz por ter algum reconhecimento pelo meu trabalho, é lindo!”

Mesmo com pouco tempo de existência, o trabalho do Estúdio Pagu já está espalhado por aí. Recentemente, os seus desenhos estamparam o jornal literário O relevO, de Curitiba, e podem ser encontrados em estamparias, no seu zine, claro, capa de disco e, até mesmo,  em um pedal de guitarra.

Ela vem participando de feiras de zine e impressos, como a Printa de Publicações Independentes e a Grampo, ambas em Curitiba. Na primeira quinzena de agosto ela vai estar com os seus materiais à venda na feirinha diurna “Surto”, em Balneário Camboriú, na qual ela faz parte da organização.

Alguns desenhos podem ser vistos abaixo, todos feitos com nanquim líquido e em canetas:

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