Ansiedade: o monstro invisível

Falando racionalmente, as coisas estão bem. Emprego ok, casa ok, família ok, amor ok, amizade ok. Vendo o noticiário, a gente sabe como tem gente passando por dramas muito maiores que os nossos e que devemos agradecer por todos os nossos privilégios e alegrias. Sim, pensando de forma racional é claro que eu e boa parte das pessoas que estão lendo esse texto tem uma vida boa, no geral. Só de você estar lendo isso no seu computador, no celular ou no seu tablet significa que você já está melhor do que muita gente aqui no Brasil.

Mesmo assim, tem aqueles dias… Que algo parece nos puxar pra bem longe da felicidade. Aquele pensamento de “com essa idade eu deveria ser mais bem-sucedida”, “tá todo mundo viajando e eu mal conseguindo ir pra Matinhos” ou “tá todo mundo se dando bem pra caralho na vida e eu aqui me sentindo como uma extraterrestre nesse mundo de adultos de sucesso”. Sim, a famosa ansiedade. Ela aparece quando menos esperamos e consegue minar toda a nossa alegria.

Por ter sido uma criança que sofreu com síndrome do pânico, essa sensação me é familiar. Aperto no peito, dificuldade para respirar, taquicardia e um sentimento constante de insegurança e medo. Às vezes é um motivo explicável, como “preocupação com as contas pra pagar”, mas tem dias que não é nem uma ansiedade que se possa explicar, é só um medo generalizado do presente e do futuro, e das coisas ruins que podem acontecer.

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Resultado? A ansiedade faz com que eu entre em pânico achando que eu estou fazendo muito pouco pela minha vida e que o meu futuro vai ser horrível, mas ao mesmo tempo me deixa nervosa a ponto de não conseguir fazer nada a respeito disso. Querer tudo e não fazer nada é o lema dessa minha fase. Como sair dessa inércia?

2 thoughts on “Ansiedade: o monstro invisível

  1. Guria, não sei como parei no blog, mas teu post é a minha cara (infelizmente). Eu sempre fui ansiosa, mas nunca tinha tido crises de pânico até o ano passado, quando, depois de passar por médicos de todas as especialidades e fazer tudo quanto é tipo de exame, chegaram ao diagnóstico. Tenho pesquisado bastante sobre isso, lido relatos como o teu, e, sério, como que faz pra mudar? Melhorei um pouco depois que comecei yoga e meditação e, além disso, parei de seguir todo mundo nas redes sociais que de alguma forma me colocavam pra baixo sem eu mesmo perceber. To numa onda de me esforçar bastante pra não ligar pras coisas que os outros dizem, mas o pior de tudo é a autocrítica destrutiva, né? Aquela cobrança toda que nem deveria existir. Mas enfim, espero que as coisas melhorem pra ti e entrem em sintonia com todas as outras esferas da tua vida 🙂

    1. Que bom que você encontrou o blog, Bruna! Entendo bem essa sensação que você descreveu, já tive síndrome do pânico e recentemente decidi voltar para a terapia para conseguir melhorar essas questões sem ter que recorrer à tarja preta. Vou pesquisar também sobre a Yoga, quem sabe não ajuda também? Muito obrigada pelo comentário e boa sorte pra você! <3

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