Uma semana de clássicos

Sem dúvidas, eu estou vivendo a semana mais foda de 2015. Diferente da maioria das pessoas, que está reclamando muito deste ano, eu até que tive várias mudanças positivas, como sair de casa para morar com o meu namorado e, na reta final, conseguir um emprego na empresa que eu sempre quis trabalhar. Tiveram dificuldades, naturalmente, mas considerando o quadro geral eu sei que consegui fazer bastante, crescer bastante e, principalmente, me divertir muito.

Foram dois eventos que tornaram esta semana, em especial, inesquecível: o show do David Gilmour na segunda-feira e a estreia de Star Wars hoje, quinta-feira. Sobre o primeiro, me faltaram palavras para descrever o quão mágico foi ver um dos maiores guitarristas do mundo na minha cidade, para um público gigante e completamente envolvido com a música (tirando os loucos do pau de selfie, mas aí é um caso a parte que não vale a pena explorar neste momento).

Me reconheci em uma menina de 10 anos com cara de choro porque não queriam deixar ela entrar no show por causa da idade, coisa que já aconteceu muitas vezes comigo. Encontrei alguns amigos, uma amiga da minha mãe e me estabeleci num lugar distante do palco, mas confortável. Ao meu lado, havia um casal de senhores de uns 60 e poucos anos, e na minha frente tinham dois rapazes que aparentavam ter a minha idade. A senhora começou a tentar chamar o moço da minha frente, e o André (meu namorado) cutucou o menino. Pensei que eram mãe e filho, mas eis que ela pede… Uma bola do baseado.

“Depois de 40 anos, hein!”, o marido dela diz, rindo, depois de também dar uma bola. Em seguida, foram duas horas e meia de músicas maravilhosas, um show impecável e uma atmosfera incrível, que reuniu diferentes gerações, algo raríssimo hoje em dia, mas que eu presenciei novamente hoje, na estreia do episódio VII de Star Wars.

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Foi o primeiro filme da série que eu vi no cinema, já que só fui ter contato com Star Wars no ensino médio, então a ansiedade estava lá em cima! A abertura já fez meus olhos ~~lacrimejarem e despertar uma curiosidade imensa para saber qual era a história de Finn, Rey, Kylo Ren e BB8 (maravilhoso, diga-se de passagem). Assim como os personagens da trilogia original, todos – até o vilão – têm um carisma incrível que consegue manter a essência de Star Wars, mas a ansiedade era mesmo para ver Han Solo, Chewie, Leia, C3PO e todos os outros personagens que a gente já considerava pacas desde muito antes do Despertar da Força.

Não vou entrar em detalhes porque eu odeio spoilers e quero que todos possam ler sem ter surpresas desagradáveis, mas J.J. Abrams fez um filme para fã nenhum botar defeito! Conseguiu inserir novidades sem deixar de lado os elementos tradicionais. Chorei de alegria, de felicidade, de tristeza e de tudo isso ao mesmo tempo. Antes de começar o filme, a menina do meu lado ainda comentou comigo – uma desconhecida – que o coração dela estava batendo muito forte, e acho que era o sentimento geral de todas as pessoas da sala de cinema.

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Foi uma semana de clássicos, de ver cenas históricas e, mais importante, de dividir com milhares de pessoas um sentimento de paixão que muda completamente a atmosfera do lugar. Como é bom ver pessoas muito mais novas e muito mais velhas que eu dividindo o mesmo espaço, os mesmos interesses. Nesses momentos, todas as fronteiras entre as pessoas caem e a arte mostra a verdadeira função de tornar o mundo um lugar maravilhoso de se viver.

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