Rolezinho: lugares novos para conhecer em Curitiba

No último sábado, eu fiz uma coisa que não fazia há muito tempo, mas que eu amo fazer: sair de casa sem rumo, sem hora pra voltar, sem planos, simplesmente andar pela cidade e entrar onde dá na telha, passear sem destino certo. Durante a caminhada, eu e o meu namorado acabamos conhecendo alguns lugares relativamente novos em Curitiba e que são excelentes, tanto pelo ambiente aconchegante quanto pelos serviços.

Dr Freeze

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A primeira parada foi numa sorveteria relativamente nova aqui em Curitiba que tem um diferencial: os sorvetes são líquidos e congelados com nitrogênio em batedeiras coloridas que mais parecem um item de decoração – dá vontade de levar pra casa!

O André pediu o Lemon Pie, sorvete de limão com merengue e pedacinhos de cookies, e eu fui de Fudge Brownie, com sorvete de leite ninho (!) com calda de chocolate (!!) e pedaços de brownie (!!!). Os dois eram deliciosos e eu saí de lada com vontade de experimentar vários outros, já que eles tem várias combinações inusitadas no cardápio e todas são de encher os olhos.

Não é o lugar mais barato do mundo, mas as sobremesas são bem servidas e deliciosas, por isso eu super recomendo!

Endereço:

Alameda Augusto Stellfeld, 1527

Hoog Deli

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O Hoog Deli é, sem dúvidas, o café de faculdade mais legal de Curitiba! Ele fica na Universidade Positivo da Praça Osório e tem a decoração inspirada nos cafés de Nova Iorque, por isso cada detalhe dele é tão maravilhoso e fotogênico. Tem até sofás estilo Friends pra ficar sentado lendo uma revista enquanto toma um expresso.

Confesso que não lembro os preços, mas de forma geral eu achei justo e o pastel integral recheado com brócolis que eu provei estava delicioso! Além disso, eles servem outros salgados, doces e pratos no almoço e jantar. Com certeza voltarei lá!

Endereço:

Praça Osório, 125 (na galeria da Universidade Positivo)

Deltaexpresso

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Outro café maravilhoso que abriu no centro há pouco tempo! Fica pertinho do Hoog e tem um ambiente mais descolado e espaçoso, perfeito para levar o notebook e trabalhar em uma das mesas. Além disso, ele fica no maior edifício de Curitiba, o Universe Life Square.

Para quem gosta de expresso, é a opção perfeita: lá tem vários tipos diferentes. Não lembro qual deles o André pediu, mas era maravilhoso, e eu pedi um cappuccino gelado bem gostoso também, mas me decepcionei um pouco porque estava com gosto de cappuccino em pó de mercado, sabe? Por isso, vá de expresso que não tem erro!

Também experimentamos um pão de queijo integral, bem diferente e gostoso! Combina perfeitamente com o café.

 Endereços:

Universe Life Square
Rua Visconde do Rio Branco, 1488

Shopping Estação
Av. Sete de Setembro, 2775

Memphis Shop

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Diferente das dicas anteriores, o Memphis não tem comes e bebes, mas sim roupas, acessórios e itens de decoração selecionados à mão pelos donos! Eles vendem marcas como Reverbcity, Chico Rei, Vaca Design e ainda contam com alguns toys da Funko Pop <3

É impressionante como é bom o clima da loja, parece que tudo foi escolhido com muito amor e dá vontade de comprar tudo, especialmente quem é fã de rock, cinema e cultura geek. Vale a pena ir lá com tempo pra olhar a loja toda, que é pequena, mas cheia de produtos!

Endereço:

Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 580

O Brasil virou um estádio de futebol

E o jogo em questão não é um amistoso. Se você não estava em coma, vive no terceiro planeta do Sistema Solar, Hemisfério Sul da Terra, nesse grande país chamado de Brasil-il-il, você sabe que a situação política por aqui não está nada boa. Com isso quero dizer que você tem, pelo menos uma noção, que vivemos, em terras tupiniquins, uma crise política de proporções para lá de assustadoras.

Em algum momento da sua vida, você percebeu que tem tendências políticas que pendem mais para a direita ou esquerda, dentro do sistema, certo? Eu, por exemplo, sempre tendi mais para políticas de esquerda. Você leu bem o “mais” escrito ali, né? Isso, ortograficamente, implica que eu concordo mais com políticas governamentais de esquerda, mas que não acho tudo certo, lindo e maravilhoso. Não estou aqui duvidando da sua capacidade de interpretação de texto, mas é que eu eu ando, literalmente, com medo de expor meus ideais sociopolíticos.

Acontece que o cenário político atingiu tamanhas proporções por aqui, que as pessoas começaram, de repente, a sentir uma necessidade incrível em assumir cegamente um partido e demonizar o da oposição. E pior do que isso, a população passou a agir como torcedores enlouquecidos de torcidas organizadas ou até mesmo membros de grupos religiosos que tentam, a todo custo, evangelizar todo mundo – e muito mais grave do que isso, as pessoas estão agindo de forma violenta, com discurso de ódio dos dois lados.

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O brasileiro, em sua grande maioria, parece viver em um momento de histeria coletiva e isso é de dar medo. Durante a evolução da humanidade, alguém muito inteligente afirmou que futebol, religião e política, não se discute. Claro, se debate, conversa sobre, mas não tem cabimento ficar questionando as escolhas, sejam elas qual forem, do amiguinho.

Quando eu disse no começo desse texto que sempre fui mais de esquerda, não quis dizer que sou PT ou que concordo com tudo que acontece no atual governo – eu sou apartidária, com muito orgulho. Quer dizer, única e exclusivamente, que eu tendo mais para movimentos de esquerda. E eu tenho, democraticamente, esse direito. Mas quando eu comento algo desse gênero hoje, alguém olha para mim e começa uma discussão irracional sobre como eu sou “pró-Dilma”.

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Em pleno 2016 fala-se em impeachment (e, felizmente, mais se fala do que se escreve, porque ô vergonha desses erros ortográficos) e, me desculpe, se você acredita mesmo que essa é a grande solução para o nosso país, que isso vai salvar a pátria, você precisa voltar para a escola e assistir a aulas de História do Brasil. De novo, eu não sou petista e com certeza não sou “tucana”, mas eu sou a favor de uma democracia. Infelizmente, o Brasil é um país corrupto desde a sua colonização e o povo brasileiro foi criado para sempre dar aquele “jeitinho”.

Não adianta muito bater no peito e pedir justiça e ética e não agir da mesma forma nas pequenas coisas do dia-a-dia. Não adianta baixar filmes e músicas ilegalmente, estacionar em vaga preferencial, ser um babaca com as pessoas ao redor e ficar clamando por justiça enquanto veste uma roupa verde e amarela.

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A política brasileira é um jogo e nós todos fazemos parte dele, como cúmplices. Quem assume o poder muda as regras, mas sempre em benefício próprio, sempre em busca de dar o seu “jeitinho”. As pessoas perderam a capacidade de argumentação racional e apenas afirmam que tem que tirar fulano do poder ou colocar alguém para governar. Eu concordo, o que tem acontecido tem sido bem decepcionante, sem dúvidas. Mas e vai colocar quem lá? Outro peão do jogo que em uma ou duas rodadas vai deixar tudo igual ou pior? Uma peça tão corrupta quanto todas as outras?

O Brasil sofre de amnésia coletiva, e o jogo vira, mas as peças continuam as mesmas. E a torcida se atraca como se isso fosse resolver o problema.

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Rotular ou não? Eis a questão!

Quem é da minha geração (18 – 20 e tantos) sabe que, nas relações amorosas e sexuais, rótulo é visto com maus olhos pela maioria das pessoas. “Rotular é limitar”, eles dizem, e preferem não ter nada careta como um namoro, um anel de compromisso ou uma certidão de casamento. As pessoas se conhecem, se atraem, transam, saem juntas, mas é difícil saber quem é peguete, quem é namorado, quem é namorido, quem é marido. Isso tudo, pra muita gente, é sinal de liberdade, de modernidade. Não pra mim.

Veja bem, passo longe de ser uma pessoa tradicional e conservadora. Moro com o meu namorado, não usamos aliança e, por enquanto, não temos nenhum tipo de declaração de união estável ou certidão de casamento. O nosso rótulo de namoro é importante porque eu sei o que eu tenho direito de exigir dele ou não. Como somos monogâmicos, sei que traição é inaceitável, é errado, e se eu ver uma guria pegando ele eu terei o direito de me magoar. Assim como eu sei que, por morarmos juntos, eu não posso simplesmente passar a noite fora sem avisá-lo. Para mim, não é questão de estar presa, mas sim de respeito com os nossos sentimentos.

Silviu & Irina Székely

Já as pessoas que desenvolvem relacionamentos sem rótulos podem se machucar nesse processo de não dar nome aos bois. Uma das pessoas pode considerar a relação monogâmica e a outra não, e aí como é que fica? Os rótulos não são importantes para as duas pessoas em relação à sociedade, mas sim em relação à elas mesmas. Não precisa colocar no Facebook e anunciar para o mundo, mas vocês dois devem saber o que vocês são um para o outro. Relacionar-se sem saber qual é o seu limite e o que vai magoar ou não a outra pessoa é a receita perfeita para o desastre.

Não tô falando pra vocês que o namoro é fundamental, mas sim que o diálogo honesto é peça-chave para que qualquer tipo de relacionamento, seja uma ficada ou um casamento, funcione. Não adianta fugir de DR, se esquivar dos sentimentos: eles existem e devem ser expostos entre vocês. Vamos aproveitar que já existem arranjos para todos os gostos (relacionamento aberto, poliamor ou uma foda casual) e rotular! Não é falta de liberdade, é respeito.

A Tati Michaud também escreveu sobre o mesmo assunto aqui, confira! 

Qualidade de vida é o melhor pagamento que sua empresa pode oferecer

Você deve estar pensando: “o que essa menina acha que está fazendo com um título tão óbvio como esse?”, mas calma, eu prometo que o conteúdo do texto vai apresentar novos pontos de vista acerca do tema!
Eu tenho 23 anos e trabalho desde os 19, o que não me torna uma expert no mercado de trabalho, mas minha idade faz com que eu tenha um olhar mais esperançoso nas empresas e nas relações de trabalho. Passei por quatro empregos em duas áreas diferentes (Direito e Comunicação), e os poucos anos de experiência que tenho me fizeram perceber algumas falhas na forma que o empregador trata o empregado.

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Salário não é tudo

Foi-se o tempo em que as pessoas não se importavam em trabalhar muito, serem humilhados pelo chefe e fazerem um trabalho pouco satisfatório em troca de dinheiro. Cada vez mais há a tendência de que nada vale ter a conta bancária cheia se não sobra tempo livre para desenvolver hobbies, viajar e ficar ao lado da família.
Isso não significa, claro, que você pode pagar um salário de fome para o funcionário, mas sim que não adianta nada pagar bem se o ambiente de trabalho for um inferno! Respeito ao funcionário, horários de acordo com a lei e um ambiente livre de humilhações são essenciais para a pessoa se dedicar ao sucesso da empresa.

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Mas precisa ter um pagamento decente, né?

Ok, não queremos sacrificar nossa saúde e nosso tempo para ter o carro do ano e morar em uma mansão, mas também não queremos dever para o banco, morar em um lugar ruim e não ter um centavo para jantar fora no fim de semana! Na área de comunicação, é muito comum empresas que se vendem no mercado como ultra descoladas, que pagam taxi pros funcionários que ficam além da hora e servem pizza, mas o funcionário depende daquela pizza pra conseguir jantar! Não tem como ficar motivado se você sente que o tempo que dedica ao trabalho não tem uma recompensa justa.

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A equação da felicidade

Digo hoje, com convicção, que encontrei um lugar que me deixa muito feliz no trabalho e fora dele! Quem me conhece sabe que eu vivo falando que eu finalmente encontrei um lugar que eu me sinto com vontade de sair da cama para trabalhar todos os dias sem sentir que estão me oferecendo menos do que eu ofereço para eles.
A equação da felicidade no trabalho envolve, principalmente, a preocupação da empresa com a qualidade de vida, mostrando que a felicidade do funcionário é importante. Se você realmente quer ter uma equipe motivada, é preciso investir não só em salário, mas em promover um ambiente que a pessoa se preocupe apenas em desenvolver um bom trabalho! Um funcionário que já está prevendo a próxima explosão de raiva do chefe descontrolado ou está preocupado com a falta de estabilidade no emprego não vai dar o seu melhor, e aí todo mundo sai perdendo.
O mundo ideal envolve um salário justo, direitos trabalhistas garantidos, chefia que respeita toda a equipe, um ambiente confortável e uma porta aberta para diálogo. Se o funcionário tem medo de fazer sugestões, é porque tem alguma coisa errada! E acredite, a longo prazo quem mais perde com essas falhas é a própria empresa.