Desapego digital

Esses dias eu decidi divulgar no meu Facebook a minha conta do Snapchat (@meioamarga, sigam lá) e, em pouco tempo, comecei a ver conteúdo de muita gente que eu não via antes. E, diferente de todas as outras redes, o Snapchat é muito mais íntimo, a impressão é que a pessoa está ali no sofá, do seu lado, conversando com você. E no caso de uma pessoa em especial, o meu único pensamento era “meu deus, como você é chato! Não só um pouco chato, mas muuuito chato!”.

E aí fiquei pensando nas tantas vezes que a gente segue alguém nas redes sociais por educação, sabe? Sem estar realmente engajado no conteúdo que aquela pessoa produz ou reproduz. No caso do Facebook é mais fácil deixar de seguir a pessoa sem que ela perceba, mas em outras redes o tal do unfollow por ser encarado como rejeição à pessoa. E às vezes não é isso, são pessoas que até são legais pessoalmente, mas que online são meio bosta.

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Só que se você for parar pra pensar no tempo em que você passa online e na quantidade de informação que passa por você, será que vale a pena mesmo seguir aquela pessoa mala só por educação? Vale a pena seguir aquela blogueira fitness que faz você se sentir mal consigo mesma só porque todo mundo segue e você acha que tem que saber o que ela está fazendo, afinal ela é “relevante”?

A gente já tem que lidar com tanto sentimento ruim na vida real, nas notícias do mundo (alô, política brasileira!), então por que seguir pessoas que, de alguma forma, te deixam com uma energia negativa? Conheço uma galera que segue webcelebridades só para falar mal, sendo que… Se você não seguir, é como se aquela pessoa simplesmente não existisse! E assim, sobra tempo pra gente consumir conteúdo de quem nos traz um sentimento bom, de gente que te ensina algo ou é relevante pra você.

Vamos praticar o desapego digital?

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