Crise de pânico não é amadorismo

Na última terça-feira (4 de outubro) estreou a primeira edição do Masterchef: Profissionais. Diferente dos programas anteriores, a produção só aceitou competidores que já estudaram ou trabalharam na área e isso refletiu logo nas primeiras provas: desafios mais complexos, provas com mais pressão.

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Durante uma das eliminatórias, a chef Paola Carosella percebeu que os competidores não dariam conta de fazer os dois menus a tempo e, então, chamou os melhores avaliados das provas anteriores (Ivo e Dário) para descer do mezanino e ajudar. Tudo naquele clima de correria, bagunça e gritaria que quem assiste o programa já conhece. A postura do Ivo acabou irritando a Izadora, uma das competidoras, a ponto de ela começar a chorar e perder completamente o ritmo da prova. Ela paralisou, não lembrava mais o que estava fazendo e teve dificuldade pra conseguir raciocinar.

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“Que amadorismo, todo mundo sabe que a pressão em cozinha de restaurante é assim”, muita gente disse no Twitter. Chamaram ela de amadora, incompetente, sensível demais, fraca, mimada. Já eu fiquei assistindo aquilo tudo com um sentimento familiar demais de quem já passou por isso. E isso não é amadorismo, não é frescura. É uma crise de pânico. E já aconteceu comigo no trabalho, no meio de um shopping lotado, em casa, no meio da rua vazia. Por muito menos, ou até mesmo por motivos que nem eu mesma conseguia compreender.

Engraçado que a internet que ficou jogando pedras na Izadora é a mesma que até alguns dias atrás estava postando textão sobre Setembro Amarelo e disponibilizando inbox para os amigos deprimidos desabafarem (tenho muitas críticas a esse tipo de “ajuda”, inclusive, mas isso é assunto para outro dia).

No fim das contas, a Izadora foi eliminada. Com razão, claro, ela não conseguiu ajudar a equipe durante a prova. Mas isso, de forma alguma, significa que ela seja fraca ou que ela não seja capaz.

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