Amamentação como uma variação do verbo amar

No primeiro post falei da dificuldade em fazer meu filho pegar o peito nos primeiros dias de vida dele e meus como mãe. Logo que me trouxeram ele no quarto e o colocaram no meu peito, ele pegou e mamou gostoso o colostro (líquido que desce antes do leite). Porém, nas mamadas seguintes foi uma dificuldade só.

Nos três dias que passei na maternidade consegui amamentar muito pouco, a pega estava difícil, mas o que mais me incomodava era a pressão dos que estavam em volta. Cada hora era alguém que estava junto e no intuito de nos ajudar acabavam me deixando nervosa e consequentemente meu pequeno também.

No livro A Maternidade e o encontro com a própria sombra, de Laura Gutman (Aliás, muito bom. Estou lendo e será assunto de um post futuro) ela diz que todas as mães podem amamentar seus filhos. Que não é questão de técnicas, posições, etc., mas sim de amor. “Amamentar nosso filho será simples se nos dermos conta de que é semelhante a fazer amor: no princípio precisamos nos conhecer. E isso se consegue melhor sozinhos, sem pressa ”

Aprendi isso na prática. No dia em que tivemos alta da maternidade, a mistura de sentimentos era incrível. Feliz em poder ir para casa com meu pequeno, mas ao mesmo tempo com medo de como seria a vida sem todo o apoio que recebi na maternidade.  Mas é em casa, que de fato as coisas começam a acontecer.

Na primeira tentativa, no mesmo dia, em que estávamos SÓ eu e ele, no nosso cantinho, silêncio, olho no olho, sem pitacos e dicas, nós nos acertamos. Ele conseguiu pegar, eu consegui segurar ele e o peito, foi lindo! Nos demos tão bem que não tive problema nenhum com bico rachado (usei uma bucha vegetal durante a gestação para engrossar e evitar a rachadura), mastite ou qualquer outro problema.

Minha dica: tenha calma e paciência, você e seu filho (a) estão aprendendo juntos. Tudo que é feito com amor e carinho, flui.

 

 

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