Netflix anuncia segunda temporada de Master of None

A Netflix anunciou a chegada de mais uma nova temporada de uma de suas séries originais: Master of None. Criada e estrelada por Aziz Ansari (você deve conhecer ele de Parks and Recreation!), a produção é uma comédia baseada em fatos reais do nosso dia a dia que não são muito explorados.

Entre os temas abordados estão o preconceito e estereotipização, fazendo o espectador questionar pequenas atitudes dentro de relacionamentos, família e trabalho que já estão enraizadas na sociedade. Tudo isso, fazendo jus ao trabalho já executado por Aziz Ansari em seus shows de stand up.

A segunda temporada de Master of None estreia no dia 12 de maio!

Devo deletar o ex da minha amiga das redes sociais?

Terminar um relacionamento não é fácil. Todos já passamos por isso ou ainda vamos passar, é fato. Mas a situação não é complicada somente para o casal, mas também para as pessoas que estão em sua volta, principalmente na era em que vivemos, na qual para que um relacionamento seja concreto precisamos mudar o status das redes sociais.

Tá, mas não é sobre isso que eu vim falar aqui, mas sim sobre uma questão de etiqueta social: o que fazer com as redes sociais dos ou das ex’s dos meus amigos? Continuo seguindo? Paro de seguir? Só cancelo o feed mas mantenho adicionado? Eu duvido que você nunca passou por uma situação parecida. Mas, para cada caso, uma condição diferente.

Eu não sou nenhuma expert em relacionamento, mas já pensei muito sobre isso, então vamos analisar três possibilidades:

1 – Você é muito amiga do ex da sua amiga, devo deletar?

Eu diria que não. Mas dentro desta possibilidade existem outras duas: a pessoa foi bem sacana com a sua amiga e você mais do que “tomou as dores” e não quer mais contato com uma pessoa assim; ou foi um término tranquilo, com mágoas, mas nada que indique uma falta de caráter. Nesse caso não é necessário, mas para o ex-casal, qualquer uma das decisões pode ser considerado como uma escolha de lado.

Então, cabe a você analisar essas questões. Vale colocar as amizades na balança e ficar do lado de quem saiu machucado ou tentar entender os dois lados, você não está errado em nenhuma das opções.

2 – Você conhece o ex da amiga, troca uma ideia, mas não tem uma amizade concretizada, devo deletar?

Não precisa. Essa pessoa provavelmente não faz diferença na sua vida, então estar ali não vai mudar em nada. Pode ser que a sua amiga peça para que você corte relações, então juntando esses dois fatos, reflita e aja pensando que a escolha é sua. Caso você delete e tombe com a pessoa por aí, nada impede que role um “oi, tudo bem, quanto tempo”.

3 – Conheço o ex da minha amiga bem pouco, mas ela pediu para não deletar para que eu stalkeie e repasse informações, devo deletar?

Sim, sim e SIM. Uma vez que as pessoas cortam relações, acredito que a melhor solução para a superação é manter zero contato. Todo mundo stalkeia, mas vamos combinar que a maioria dos stalks fazem mal. Então faça um favor para a sua amiga e delete o ex dela da sua vida. Não vai fazer diferença e você ainda está ajudando a sua amiga a seguir em frente. Esteja ao lado dela neste recomeço, a amizade é muito mais importante do que um simples contato no Facebook.

E você, o que acha? Já passou por alguma dessas situações? Compartilha com a gente, estamos curiosas para saber a sua experiência!

Responsabilidade afetiva: é justo culpar o outro pelo o que você sente?

A expressão é recente e o tema é polêmico: responsabilidade afetiva. Por se tratar de algo muito novo, não existe nenhuma definição no dicionário para explicar esse termo tão usado nos últimos tempos, mas responsabilidade afetiva significa, basicamente, que você deve agir com transparência e respeito em todas as suas relações, seja ela de amizade, namoro ou até mesmo com quem é apenas uma fodinha casual.

Me parece muito razoável exigir essa tal de responsabilidade afetiva das pessoas, afinal de contas todo mundo merece honestidade e consideração. Um exemplo simples: uma pessoa que trai em uma relação monogâmica tinha um “contrato” com outra pessoa e quebrou. É justo a chateação da pessoa traída? Ora, claro que sim! Agora, vamos supor que as duas pessoas estejam em uma relação aberta e o mesmo acontece. O “contrato” é outro, certo? Se as duas pessoas estão agindo dentro do que elas combinaram e uma delas se magoa, ela é responsável por aquilo que ela sentiu – afinal, ninguém agiu de má fé ali.

Eu sou responsável por tudo que sinto

Sim, é importante que você exija uma comunicação clara e respeitosa em todas as suas relações, mas o problema é achar que responsabilidade afetiva significa que outras pessoas são culpadas por aquilo que você está sentindo. Vamos supor, se você está ficando com alguém – sem promessa de monogamia – e a outra pessoa fica com outra pessoa, é mesmo culpa dela ou foi você que criou expectativas? É claro que você pode justificar falando que a pessoa deu sinais, te iludiu e o caralho a quatro, mas será que você não pode ter interpretado as coisas da forma errada?

É muito importante entender que a gente precisa exigir respeito nas relações, mas não podemos confundir isso com esperar que a pessoa atenda a todas as nossas expectativas – especialmente se você não verbalizou o que você espera dessa pessoa. E, mais fácil do que responsabilizar todos ao nosso redor pelos nossos sentimentos negativos, é entender que o que as pessoas fazem conosco pode ser uma escolha delas, mas o que a gente faz a partir disso é responsabilidade completamente nossa.

Amor próprio salva

Que lindo seria o mundo se todas as pessoas fossem honestas, se respeitassem e tivessem cuidado e carinho por todos ao redor. Seria, claro, mas o mundo real não funciona assim. Durante a sua vida você vai esbarrar com pessoas incríveis, pessoas muitos babacas e, principalmente, pessoas que não são santas nem demônios, mas que estão fazendo o melhor que elas podem naquele momento e, infelizmente, às vezes magoam uma ou outra pessoa sem querer.

O segredo é você buscar desenvolver o seu amor próprio e entender que seus sentimentos e sua vida não podem ser reféns de outras pessoas – é um peso muito grande você colocar a responsabilidade pela sua felicidade nas costas de outra pessoa que não seja você mesma(o).

E agora, você vai passar a vida inteira culpando pessoas ou vai se fortalecer para não cair nas mesmas conversas e nos mesmos erros? 

Coloque-se SEMPRE em primeiro lugar

OBS: gostaria de deixar claro que a reflexão foi feita pensando em situações que envolvem falta de comunicação entre as partes. De forma alguma quero minimizar o sofrimento de pessoas que passaram por relações abusivas e colocar a culpa na vítima. A caixa de comentários tá aí para a gente continuar discutindo o tema – com muito respeito, claro!

Crítica social foda

Você com certeza ouviu falar de ’13 Reasons Why’ se você faz parte do maravilhoso mundo das redes sociais. E não é pra menos, acho que todo mundo devia assistir a essa série porque ela é um mal necessário – porque acredite em mim, vai te fazer muito mais mal do que bem.

De forma bem resumida, a série fala sobre uma garota que se matou e deixou 13 fitas K7 contando quem foram os responsáveis por isso. Sim, é uma série sobre bullying, machismo e desrespeito e ela é difícil demais de assistir.

Ouvi muita gente dizer que essa é uma série muito adolescente, que é bobagem e acho que só é capaz de dizer algo assim quem praticou muito bullying e não tem coragem de admitir ou que não tem sensibilidade pra entender a importância disso tudo. E pra mim isso é um problema de proporções assustadoras.

O cenário pode ser o ensino médio de uma escola americana e os personagens principais são sim todos adolescentes. Mas, na verdade, a série fala sobre a forma como tratamos uns aos outros e como isso pode afetar as vidas de todo mundo. Muita gente fala que é besteira, que todo mundo passa por isso.

As pessoas são naturalmente maldosas, isso vale para todo mundo. Se você entrar em uma sala de jardim de infância vai perceber o quanto as crianças são más e é para isso, em teoria, que existe a educação.  Só que o bullying, o desrespeito, o preconceito não terminam quando o colégio acaba. E não terminam porque as pessoas saem quase sempre impunes de situações assim.

“Tudo bem você chamar alguém de gordo, tudo bem você chamar alguém de puta, de vagabunda. Tudo bem você chamar alguém com descendência asiática de japa, dizer que tem o pinto pequeno. Tudo bem você chamar alguém negro de macaco, tudo bem chamar alguém com descendência árabe de terrorista”. Tudo bem?! Não! Não pode ser que isso seja normal, mas as pessoas agem como se isso fosse só uma brincadeira, como se isso não tivesse efeito algum nas pessoas.

Ninguém sabe e nem nunca vai saber como é estar na pele de outra pessoa. Não tem como saber pelo que o outro passa, como é a vida da pessoa, os problemas dela, as delícias e os medos. Mas sabe, existe empatia, tem que existir sempre. Tá todo mundo junto nesse mundo de merda e ninguém tá preparado pra nada, o mínimo que a gente tinha que fazer é se respeitar. Não é nem questão de ser uma boa pessoa, é questão de ser humano mesmo.

Na série, a personagem principal passa por vários episódios de assédio e machismo. Ela é tratada feito lixo por vários caras – e essa é a realidade da maioria das minha amigas e inclusive minha. Quando ela encontra um moço legal, o trauma é tão grande, tão dolorido, que ela não consegue deixar de ver ele como todos os outros caras. Isso é um exemplo de como esse tipo de coisa não acontece e simplesmente passa. Esse sentimento fica, pesa, muda a forma como vemos a nós mesmos.

E pode ser que você seja uma pessoa ótima e sensata, que não julga ninguém e nem tem preconceitos (inclusive me adiciona se você for). Mas ver alguma coisa errada acontecendo e não fazer nada, é tão parte do problema quanto. É uma questão de ser próximo das pessoas também, próximo a ponto de conseguir entender quando alguém não está bem. Você pode até não entender o que ela está passando, mas você pode sempre ajudar.

Minha mãe, maravilhosa que é, tem uma regra de ouro e eu acho que talvez seja uma das coisas mais importantes que ela me ensinou: nunca faça para ou outros o que você não gostaria que fizessem para você.

Tudo que a gente fala para os outros afeta de alguma forma, seja ela positiva ou negativa. Então se tiver que falar algo, que seja um elogio – não custa nada e pode mudar o dia de alguém. Eu acho que gentileza é a coisa mais atraente que alguém pode ter.