“E se fosse a sua irmã?”

Recentemente, a irmã de um amigo fez um post no Facebook comentando sobre um assédio. Apesar de ter apenas 13 anos, o acontecimento não deve ser o primeiro da sua ainda curta vida, mas provavelmente o primeiro que ela vai se lembrar.

No relato, ela conta que um homem a estava encarando “pelo fato de estar de shorts”. Você pode pensar que é um caso à parte, visto que pedófilos (sim, estou dizendo que ele é pedófilo) não são tão descarados assim para assediar em público, não é? Bom, sinto dizer, mas eles são e isso acontece o tempo todo. Basta lembrar do caso da Valentina, do MasterChef Jr.

Essa história também me fez lembrar das inúmeras vezes em que eu voltava da escola, com menos de 17 anos, e já tinha que ouvir frases nojentas de homens adultos e velhos. Era um assédio cometido com uma garota que não tinha corpo de mulher e ainda usava uniforme da escola. A culpa era da minha roupa? Do meu corpo? Que eu não aparentava a minha idade? Claro que não. Essa sempre é a desculpa dada por eles para cometerem seus crimes por aí e saírem inocentes. Aliás, acredito que toda mulher já ouviu, enquanto passeava com a sua mãe, que o cara “pegava a mãe e a filha”. Pois então.

Por sorte, a garota da história estava com um de seus irmãos, que não hesitou em tirar satisfações com o ser, que não deveria ser chamado de humano, que desejava uma criança de shorts. Em mais um ato muito maduro, a reação do homem foi mostrar o dedo do meio, sair de perto e depois voltar e mostrar o dedo novamente.

22eedb3badcfab2b814b17aace0fd697

Quando pedi autorização ao meu amigo para comentar a história, ele ainda me contou que, já em casa, a família fez uma reunião com a garota para deixar claro que ela não tem culpa de nada. Eles ressaltaram que ela pode usar o que ela quiser, que ninguém tem direito nenhum sobre o seu corpo e que, infelizmente, existem pessoas muito ruins por aí e o importante é seguir em frente. Eu ainda complemento aconselhando que ela nunca se deixe calar. Não foi a primeira e não vai ser a última, mas ela tem o apoio da família e de irmãos que aprenderam que mulheres devem ser tratadas com respeito. E que ela nunca deixe um homem dizer o que ela deve ou não fazer ou como deve se portar ou vestir.

Se você é homem, acha um absurdo ouvir casos de assédio mas quando vê um não faz nada, não diz ao amigo que ele está errado ou, até mesmo, age dessa forma, se pergunte se você gostaria que isso acontecesse com a sua irmã, mãe, tia, melhor amiga ou namorada. Mais do que isso, imagine as mulheres da sua vida nessa situação, crie o cenário na sua cabeça.

Eu fico muito triste em saber que ela e outras garotas passam por situações como essa todos os dias, mas ao mesmo tempo fico feliz por saber que ela tem tudo para se tornar uma mulher empoderada que vai usar esse caso para se tornar ainda mais forte.

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Dica de app: Patternator

Não sei vocês, mas eu sou a louca dos papéis de parede no celular. Fico com um até enjoar e isso geralmente leva uns 15 dias só.

Geralmente procuro imagens em sites como o We Heart It, Pinterest ou Tumblr, mas recentemente descobri um aplicativo que além de poupar tempo de busca, é divertido. 

Com o Patternator você mesmo cria o seu papel de parede personalizando as imagens, cores e a disposição das figuras. Porém, ele obedece a um padrão: imagens repetidas. Veja alguns exemplos:

   
    
    
   
O próprio app oferece muitas imagens divertidas e fofinhas, mas você pode subir qual você quiser. Para um melhor resultado, prefira usar figuras em PNG. 
O app é gratuito e salva as imagens com uma marca d’água que (pelo menos no meu celular) nem aparece na tela. Mas quem quiser pode optar para a versão premium e não se preocupar com esse detalhe.

O Patternator está disponível somente para iOS. 🙁 

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Diário de viagem: Primeiras impressões

Mudar de vida é algo que nem sempre é fácil em relação à adaptação, principalmente quando se trata de casos de mudanças de cidade ou de país. Recentemente vim estudar nos Estados Unidos, um país que não tem uma cultura extraordinariamente diferente do Brasil, mas que fazem a diferença no dia a dia e que nos fazem estranhar muito.

Nunca havia saído do Brasil antes (ok, uma vez passei um dia no Paraguai) e minha primeira surpresa foi em como os americanos são educados. Para absolutamente tudo você ouve: “sorry”, “excuse me”, “have a nice day”, “thank you”, “welcome” e tudo mais. Sim, isso acontece no Brasil também, mas só quem já veio pra cá vai entender que a diferença é gritante.

  
Confesso que eu não estou com dificuldade nenhuma de adaptação, mas com o passar do tempo você acaba descobrindo algumas coisas curiosas e é sobre isso que eu vou falar agora em forma de uma listinha completamente aleatória baseada na cidade em que eu vivo e não no país inteiro, ok?

1 – Papel higiênico na privada

Aqui não existe o costume de jogar papel higiênico na lixeira, mas sim direto na privada. Na real, eu já sabia disso e achei estranho, mas depois você percebe que faz muito sentido porque se formos refletir a fundo, deixamos o papel sujo por horas ou talvez dias ali do nosso lado, né? Acho que algumas cidades do Brasil têm esse costume, mas acredito que o saneamento não aguentaria se a população inteira fizesse isso.

2 – Desperdício de comida

Aqui o seu prato vem com BASTANTE comida. Você pede um prato só pra você, mas ele alimentaria tranquilamente duas ou até três pessoas que ficariam muito satisfeitas. Comer em fast food é MUITO barato, muito mesmo, e as porções são bem grandes também. Um dia pedi um prato de nachos por $5 mais ou menos e veio uma quantidade que as outras pessoas que estavam na minha mesa não precisariam ter pedido mais nada. E é claro que quase ninguém aguenta comer tanta comida assim e tudo vai pro lixo. Mas também existe a opção de levar o resto para casa, né? Os americanos adoram coisas descartáveis, muito copo, muito prato de papel, muito guardanapo, muitos sachês, etc.

3 – Limpeza

Pelo menos aqui na Califórnia, os apartamentos são construídos com drywall por ser uma opção segura por causa dos terremotos. Por isso, a limpeza aqui é muito delicada. Nem pense em jogar água no chão se não quiser molhar o apartamento do seu vizinho que está embaixo de você. O que eles mais usam aqui são lencinhos umedecidos de limpeza. Sim, tipo desinfetamente/desengordurante e essas porras tudo em forma de lencinho. Essas informações foram muito chocantes para mim. 

4 – Carro

Na maioria das cidades de Orange County, t o d o  m u n d o tem carro. Aqui em Irvine, você quase não vê pessoas na rua caminhando, nem mesmo em horário de almoço. Em um trajeto de, sei lá, 15 minutos, se eu vejo 3 pessoas na rua é muito. Eles evitam ter que caminhar algumas quadras e pegam o carro pra tudo e eu não estou julgando. 

5 – Ônibus

Como eu ainda não tenho um carro, dependo de carona e da minha bicicleta. Algumas vezes pego ônibus, mas o transporte público aqui não é bom e só se vê estudantes de universidade e pessoas mais humildes. Para pagar, você coloca dois dólares em uma máquina ao lado do motorista ou passa um cartão que vale a pena ser comprado só se a pessoa usa o ônibus todo dia. Mas a máquina não dá troco, então você precisa ter o dinheiro exato, seja em moedas ou notas.

Essas foram só algumas das minhas primeiras impressões em dois meses aqui. Prometo em breve falar sobre outros temas porque olha, assunto não falta por aqui!

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Pânico na Band e o desserviço para as mulheres

No último domigo (18) o programa Pânico na Band prestou um verdadeiro desserviço às mulheres, o que já não é novidade. Tudo começou quando a atriz e apresentadora Mônica Iozzi postou uma crítica a um dos quadros do programa no seu Instagram. Veja aqui.

Para quem não conhece, neste quadro as mulheres tem que descer uma lona molhada com um microbiquini e tentar arremessar um ganso de brinquedo dentro da piscina. Parece divertido, se a intenção não fosse ver as mulheres chegarem praticamente nuas no fim do trajeto, visto que as peças do biquini se perdem durante o caminho. “Mimimi, mas tem homens também”. Sim, tem homens, mas sempre uma minoria que é usada pra tirar sarro. Ou um anão ou uma pessoa “feia”.

Bom, vamos voltar ao que Mônica Iozzi falou:

“Assistindo um quadro chamado “Afogando o Ganso” e pensando… Que orgulho ter uma filha panicat, né?”

Pera, Mônica, não vamos dar uma de moralistas e muito menos mexer com a família das meninas, né? Nenhuma mãe ou pai vai sentir vergonha de sua filha, independente do trabalho que ela faça e que, querendo ou não, é o seu sustento. Não tem problema algum em usar biquini. O problema é que ali elas são vítimas da sociedade, tanto quanto todas as mulheres do mundo.

Ok, Mônica Iozzi está errada, porém eu entendi o que ela quis dizer mas não soube se expressar: não precisa disso.

Não precisamos desse clichê ultrapassado de tratar mulheres como objeto, de mostrar que mulheres só precisam de um corpo bonito e sarado, e de mais nada. O que o Pânico faz é tratar as mulheres como uma bunda, que muitas vezes serve de cenário para qualquer quadro que não tem nada a ver com mulher gostosa.  Seja qual for o tema, sempre vai ter uma Panicat de costas e de fio dental pra ilustrar. Sem contar que quando uma mulher tem voz no programa, ela é chamada de “burra”, “anta”. Sim, com essas palavras.

Depois da crítica, em uma atitude extremamente infantil, a equipe foi atrás da Mônica Iozzi, com duas Panicats (de biquini, óbvio). Isso também é uma característica do programa, né? “Falou mal da gente? Como assim? Vamos atrás perguntar o motivo e vamos encher o teu saco e fazer piadinhas em todos os programas até você querer falar com a gente”.

Lá, perguntaram sobre a crítica, deixando a apresentadora muito sem graça e sem conseguir se explicar direito. Quando ela se justificou, não me convenceu do jeito que eu estava esperando e fiquei muito triste por ela não conseguir se expressar e ser humilhada pela equipe.

Enquanto conversavam, Mônica falou que se ela precisasse ficar pelada em uma novela ela ficaria. Aí veio uma imagem de uma pessoa com ânsia de vômito. Legal, né? Aí veio outra imagem chamando de gorda e, na sequência, ela foi presenteada com um vale-academia simbólico e um cubo mágico pra ela tentar resolver e não ficar cuidando da vida dos outros. Ou seja, para eles a mulher só pode mostrar o corpo e ter voz se for gostosa, caso contrário tem que ficar quietinha e nem sonhar em botar um biquini porque os homens ficam com nojo.

Como se não pudesse piorar, finalizaram o quadro com um clipe com um sósia da Mônica Iozzi lamentando por ser feia, ter micose, espinhas, celulite, gordurinhas e tudo mais.

Veja se tiver estômago:

Iozzi, me liga, vamos ser amigas, temos muito pra conversar.

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Lançamentos musicais preferidos de agosto

Agosto foi um mês longo e sofrido, mas o seu finalzinho me trouxe duas trilhas sonoras incríveis.

A primeira delas é o “Emotion”, da Carly Rae Jepsen. Sim, é a garota que canta a grudenta “Call me Maybe”. Mas o terceiro álbum da sua carreira não tem nada a ver com tudo o que ela já fez. As músicas estão mais maduras, agradáveis de ouvir e mostra muitas influências dos anos 80 e, em algumas faixas, até dos anos 2000. Ou seja, é uma mistura de pop atual com lembranças do que a gente ouvia na adolescência.

O segundo é o álbum “Roses”, da Coeur de Pirate, também conhecida como Béatrice Martin. Acompanho o trabalho dela desde o início da sua carreira, em 2008, quando as suas músicas eram todas interpretadas em francês e eu não entendia nada, mas gostava e até tentava cantar junto.

Por ser de uma região do Canadá que fala inglês e francês (Quebéc), Béatrice agora lança o seu segundo álbum bilíngue de quatro lançados em toda a carreira. Ela define o seu estilo como indie e folk, mas tem uma boa influência do pop também. Alguns podem achar as músicas um pouco depressivas e eu não vou discordar.

E aí, gostaram?

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Os cinco piores filmes dos últimos dois anos

Ultimamente eu tenho encontrado uma certa dificuldade em gostar MUITO de filmes. Tipo sair da sala de cinema ou desligar o computador e pensar por horas no que foi assistido, sabe? A última vez que isso aconteceu foi recentemente, depois de ver Jurassic World, que muitos odiaram, por sinal.

Tudo bem, confesso que não tenho visto muitos filmes, mas a maior parte dos que eu assisti nos últimos anos pode ser classificada em três categorias: “Bonzinho”, “Mé” e “Por que existe?”.

Pensando em toda essa frustração, fiz uma lista de alguns filmes que eu poderia ter ficado sem assistir, ou seja, estão na categoria “Por que existe?”. Olha só:

*Atenção, pode conter spoilers*

5 – Don Jon (Como não perder essa mulher) – (2013)

 

Amo o Joseph Gordon-Levitt, de verdade. Estava muito ansiosa para assistir esse filme e foi uma grande decepção. Ele mesmo foi o diretor do filme, que conta a história de um cara muito putão e viciado em pornografia. Ele é muito babaca, pega todas as mulheres que quer, até que se apaixona. O problema é que ele não consegue evitar o vício em filmes pornográficos. Assisti até o final esperando uma moral da história, uma explicação digna pra ele ser assim, mas não achei. Só entendi que ele é babaca mesmo ou precisa de ajuda.

4 – Lucy – (2014)

 

Mais uma decepção. Amo a Scarlett Johansson também, mas nesse filme não dá. “Mimimi é ficção”. Para mim, não justifica. Não achei nada de genial uma pessoa virar um pen drive.

3 – Warm Bodies (Meu Namorado é um Zumbi) – (2013)

 

Basicamente o cara vira um zumbi e arranja uma namoradinha. Além da história ser péssima a atuação é padrão Nana Gouvêa e a maquiagem nível Crepúsculo.

2 – Truque de Mestre (Now You See Me) – (2013)

 

Eu não sou muito fã de mágica. Não porque eu sou uma pessoa triste e amargurada, mas porque eu não gosto de ser feita de boba. E esse filme, além de fazer eu me sentir idiota por ver tantos truques, me fez de sonsa pela reviravolta que acontece no final. Os mágicos roubavam os espectadores durante as apresentações e o FBI passa o filme todo investigando a quadrilha. Porém, um dos agentes se revela como o líder do grupo de ilusionistas e, claro, me fazendo de trouxa por acreditar nas boas intenções dele. Para alguns, isso é um diferencial do filme, mas assim como toda mágica, você é enganado do começo ao fim.

1 – The Lazarus Effect (Renascida do Inferno) – (2015)

 

Ai, Olivia Wilde, você também não precisava disso. No filme, um grupo de cientistas de uma universidade descobrem uma fórmula que ressuscita pessoas. Primeiro testam um cachorro e ele fica endiabrado. Depois, claro, testam em uma pessoa e dá tudo errado. Meio que a pessoa morre e vai pro inferno, aí ressuscita e volta endiabrada.

Não sou nenhuma crítica de cinema, criei a lista baseada em gosto pessoal, sendo esse o único critério para a escolha. A próxima lista terá os filmes mais ruins que eu amo. Quem nunca, né?

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Mais amor, menos posse

Participo de vários grupos do Facebook, alguns deles voltados ao mundo feminino. São lugares para a mulher se sentir livre para desabafar sem medo. Em um passeio por um deles, me deparei com um post de uma garota dizendo que quando ela começou a namorar, simplesmente pediu a senha do Facebook do cara e deletou TO-DAS as mulheres. Um tempo depois, arrependida mas não satisfeita, ela decidiu readicionar algumas. Ou seja, ela simplesmente toma conta do perfil do namorado e faz o que bem entender.

Vamos brincar de jogo dos sete erros?

200_s

1 – Senha compartilhada

Amigas, essa história de que “nós somos um só” se aplica em muita coisa dentro de um relacionamento, mas nunca deve interferir na privacidade de uma pessoa. Ter uma vida conjunta não significa que você deve perder a sua individualidade, ok? Ter a senha do seu namorado ou namorada não é nada saudável.

2 – Falta de confiança

Para mim, a confiança deve estar presente em um relacionamento tanto quanto o amor. Afinal, por que perder tempo com uma pessoa se você não confia nela? Seu sonho é descobrir alguma coisa e fazer um barraco digno de novela? Acredito que não.

3 – Falta de respeito

Sim! Acessar a rede social de outra pessoa, mesmo que com a permissão dela, é falta de respeito. Aquele lugar é dela! Ou quando algum amigo te convida para ir na casa dele você fica abrindo as gavetas?

4 – Possessão

Namorar não significa se apoderar de uma pessoa. Ela não é sua e você não pode tentar mudá-la e achar que ela só deve agir do jeito que você bem entender. Se algo te incomoda, chega e fala. Diálogo é tudo.

5 – Quem procura, acha

Esse ditado se encaixa perfeitamente no mundo das redes sociais. A sua namorada ou namorado tem amigos do mesmo sexo em que ele se sente atraído sim, isso não acontece com você também? Pois então. Você entra lá no perfil do seu parceiro e decide ler uma conversa. Pode não ter absolutamente nada de errado ali, mas você já faz isso com o intuito de descobrir alguma coisa, então você vai encontrar. Um “hahahaha” mais longo ou alguns emojis são o suficiente para você achar que está sendo traído. Mas pense, você não conversa com as pessoas da mesma forma? Vamos trabalhar essa empatia, ok?

6 – Cobrança

A gente não pode exigir do parceiro mais do que ele pode nos oferecer. Se ele te incomoda tanto, o amor pode estar acabando. Acontece, vida que segue. Essa garota da história tinha certeza absoluta de que o namorado dela tinha problemas porque ele não era ciumento e não ligava para o que acontecia no Facebook dela. Tenho certeza que as brigas dos dois envolviam o fato de ela querer que ele agisse da mesma forma que ela.

7 – Achar que é normal

Ok, sentir ciúmes é normal, mas de maneira “saudável”. Algumas pessoas até dizem que ciúme não deveria ser normal, pois é um sentimento de posse e sentir que somos donos do parceiro não é legal. Se você percebe que não consegue controlar essa possessão e que isso está te prejudicando de alguma forma, procure ajuda, não é feio.

Estou desconfiando, o que eu faço?

Bom, se você tem motivos concretos para achar que está sendo traído pelo parceiro, converse com ele. Entendo perfeitamente que vasculhar a conta alheia pode fazer você descobrir alguma coisa. Eu mesma fiz isso quando desconfiei de um ex e olha, achei muitas provas. Mas eu não precisava ter feito isso pois estava estampado na cara dele, eu só não queria admitir. Traições nunca são bem feitas e se elas realmente estiverem acontecendo, você vai saber.

Não desperdice um namoro bacana por insegurança. Seja por decepções no passado ou por falta de autoestima, esse problema precisa ser resolvido com você mesmo e não, não é fácil. É um processo longo e que exige ajuda de outras pessoas, principalmente do seu namorado. Como eu disse anteriormente, diálogo é tudo, não tenha medo de se abrir, pois se a pessoa te ama de verdade, ela vai estar do seu lado para te entender e te ajudar.

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Tatuagem e arrependimento

Há alguns meses me flagrei em um conflito existencial da era moderna. Tenho algumas tatuagens, oito, mais precisamente. Três delas são bem grandes e sempre gostei de todas, mesmo sabendo que umas não são de um estilo que ainda me agrada.

tattoo

Até aí, tudo bem, nunca me incomodaram. Até que um dia li uma notícia de que estavam desenvolvendo um creme removedor de tatuagem (!!!) que tira toda a tinta da pele em apenas algumas passadas, sem dor e sem gastar muito dinheiro. Fiquei encantada (mesmo sabendo que isso só chegaria ao mercado em um mundo paralelo, convenhamos) e pensei muito sobre a hipótese: “nossa, quero tirar essa, essa, essa e essa”.

Parei, refleti sobre o que eu tinha pensado e me perguntei: “Guria, como assim você queria tirar todas as suas tatuagens? Não é algo que você gosta muito?”. Em uma conversa de loucos comigo mesma, respondi: “Bom, não, não todas, só essa aqui grandona que me lembra tal coisa, essa aqui que me lembra outra, essa aqui que cobriu a tatuagem que eu fiz com um cara maneta (essa história merece um outro post) e que ela ainda aparece embaixo e que, claro, me lembra coisas ruins e… só”.

Esqueci essa “conversa” por um tempo. Lembrei do assunto algumas semanas depois e cheguei à conclusão de que não, eu não deveria remover nenhuma tatuagem. Primeiro, porque eu ainda gosto da arte da mesma forma que eu gostava quando fiz a primeira, com 17 (ou 18) anos, e ainda pretendo fazer mais.

Segundo, porque fazer uma tatuagem grande foi o maior ato de coragem que eu já tive, pois sempre fui muito medrosa. Não pensei muito e não analisei as consequências.

E por terceiro, mas não mais importante, uma tatuagem é o registro de um momento da sua vida. Funciona como se fosse uma memória olfativa, quando você sente o cheiro de algum perfume, por exemplo, e um filme passa pela sua cabeça. A diferença é que como ela está sempre lá, já faz parte do nosso corpo e a gente aprendeu a conviver com isso.

Elas também são como cicatrizes, uma lembrança de algo que te machucou, mas não te matou. Essas “agressões emocionais” foram superadas, são coisas ruins que, falando da maneira mais clichê possível, resultaram em uma lição de vida.

Agora, olho para a minha gigante tatuagem que me faz lembrar da pior época da minha vida e penso: superei, aprendi. Talvez eu não fosse quem eu sou hoje se isso não tivesse me acontecido. Essa marca vai ficar para sempre no meu braço não para me lembrar de coisas ruins, mas sim, que eu passei por cima disso tudo SAMBANDO. Afinal, a gente erra, sofre e aprende desde que nascemos, é um looping que segue até o fim da vida, não tem como evitar.

E você, tem problema com alguma tatuagem?

Obs. 1: nenhuma tatuagem envolve nomes e rostos de pessoas.

Obs. 2: o post é anulado automaticamente se o assunto é tatuagem mal feita.

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

“Boys tears”: Conheça a marca Valfré

Viciei em conhecer coisas novas depois de passar bons anos sem ligar a televisão, assistindo sempre as mesmas séries, lendo sempre os mesmos portais de notícias e dormindo muito. Em uma dessas minhas buscas, há um pouco mais de um ano, eu estava navegando entre perfis do Instagram de alguma lojas gringas de roupas e maquiagens e, ao fuçar a conta da LimeCrime, me deparei com uma marca que conquistou o meu coração bem rápido: a Valfré.

Criada em 2012 pela mexicana e residente dos Estados Unidos Ilse Valfre, a marca de acessórios e roupas é “desenvolvida para o mundo feminino que captura a essência do que é ser uma garota”, segundo descrição no próprio site oficial.

valfre2
Ilse Valfré

As peças não são simplesmente femininas, mas sim com um conceito representativo e, olha, só sendo mulher para se identificar. Veja alguns exemplos usados nas roupas e capinhas para iPhone:

valfre

valfre2

valfre3

 

057c6554bc8ba9fee417f82d7f26afef

 

8943066718_6dcb718e6b_b

 

Valfr__Bruno_The_Cat_iPhone_6_Case_Valfr__2

A arte da Valfré pode ser encontrada em camisetas, jaquetas, bolsas e acessórios, e até como quadros de decoração. Infelizmente, a marca não pode ser encontrada no Brasil, mas enviei um email perguntando se eles entregam aqui e a resposta foi positiva!

Se quiser conhecer mais, pega aqui o InstagramFacebook, site oficial e blog!

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa

Pagu: Ilustração a serviço das mulheres

Ao mesmo tempo que a internet traz um mar de chorume para a tela do nosso computador ou smartphone, ela pode trazer coisas maravilhosas e mudar a sua vida. A cada dia mais eu vejo as meninas engajadas no feminismo e depois de muita desconstrução, posso dizer que sei o que significa esse termo. Eu também confesso que nunca tive muito contato com esse engajamento e tudo o que eu venho aprendendo é por culpa da internet.

E foi nela que eu pude conhecer o Estúdio Pagu, criado por Sabrina Gevaerd, uma ex-colega de empresa que eu tive o prazer de conhecer em 2013. Sabrina tem 26 anos e faz ilustrações bastante pessoais e relacionadas às mulheres e todos os tabus enfrentados por nós.

“Meu processo de criação é um momento de colocar para fora coisas que estão encubadas em mim, as coisas que penso. Não consigo colocar muito do que penso em palavras, mas consigo transformar algumas sensações em imagens. Já fui descrita como alguém que quebra alguns paradigmas de comportamento feminino, e acho que isso é um péssimo sintoma do mundo que a gente vive. Desenhar coisas como sexo e menstruação, que são humanas e naturais, não deveria ser tabu”.

Sabrina largou tudo em Curitiba para voltar para a sua cidade natal, Brusque – SC, e se dedicar ao seu talento. Ela me contou que trabalhando em agência sempre tinha a sensação de estar no lugar errado e que em alguns momentos “o sentimento extrapola a dificuldade de mudar”.

10351895_1018509441515023_4615655012840581791_n

“Depois que saí da agência, as coisas meio que aconteceram sozinhas. Como se no momento que resolvi apostar no que eu queria ao invés de insistir no mais estável e aceitável, o vento voltasse a soprar a favor do meu barquinho”.

O desenho sempre esteve presente na vida de Sabrina, que diz ter poucas lembranças da infância que não envolviam lápis e papel. Agora, disposta a se entregar completamente ao seu dom, ela vem conquistando o apreço das pessoas pelo seu trabalho autoral.

11390213_1006306766068624_8774716009635727635_n

“Eu já freelava com ilustração, mas o autoral é mais novo. Tem cerca de dois meses, e o resultado positivo tem superado minhas expectativas. Às vezes me pego num estado de quase êxtase de tão feliz por ter algum reconhecimento pelo meu trabalho, é lindo!”

Mesmo com pouco tempo de existência, o trabalho do Estúdio Pagu já está espalhado por aí. Recentemente, os seus desenhos estamparam o jornal literário O relevO, de Curitiba, e podem ser encontrados em estamparias, no seu zine, claro, capa de disco e, até mesmo,  em um pedal de guitarra.

Ela vem participando de feiras de zine e impressos, como a Printa de Publicações Independentes e a Grampo, ambas em Curitiba. Na primeira quinzena de agosto ela vai estar com os seus materiais à venda na feirinha diurna “Surto”, em Balneário Camboriú, na qual ela faz parte da organização.

Alguns desenhos podem ser vistos abaixo, todos feitos com nanquim líquido e em canetas:

11102995_1008385615860739_6399116274605961179_o
 10838058_995487733817194_7144581923065641608_o

11180301_995106107188690_2078331402881608701_n

11037285_995335203832447_1006355804711096549_n

11063922_996127680419866_2972344842026057297_o

11268347_999737720058862_2297965878404455349_n

Gostou? Então, pare de vacilar e curta a página do Estúdio Pagu no Facebook e acompanhe todas as suas ilustrações maravilhosas! Ah, também tem no Instagram. Bóra fortalecer o trabalho das minas? 🙂

Facebook: /anatalierosa
Twitter: /natalierosa
Instagram: natalie.rosa