Seria mesmo Sophia Amoruso um exemplo de “girlboss”?

Ano passado tive a oportunidade de passar pela frente da Nasty Gal, que fica em uma região luxuosa de Los Angeles. Já conhecia a marca e por isso nunca me atrevi a entrar, já sabendo dos preços nada acessíveis para uma #girlquebrada. Isso não agrega nada no post, só queria contar mesmo.

Na mesma época, descobri o livro #GIRLBOSS e já comecei a ler. Gostei da história de Sophia, mas tudo o que eu pude pensar é que eu jamais serei como ela. Primeiro porque a personalidade dela é e sempre foi a de muitas pessoas que estão no poder: egoísta, prepotente, subestima os outros, abusiva, erra e nunca assume os erros. Aí eu me pergunto? Esse é o perfil de um chefe ou de uma #girlboss?


Não é novidade de que poder e dinheiro corrompem, por isso a política é tão zoada. No caso de Sophia, ela já nasceu “corrompida”.

A personalidade dela era perfeita para o sucesso, mas muitos só chegam lá com muito privilégio, algo que ela teve mas recusou a vida toda por achar que nada é o suficiente para ela, nem mesmo o sistema. Mas apesar da personalidade forte, com todas as escolhas que ela fez, ela tinha tudo para ser uma mendiga e não uma empresária de sucesso.

Para mim, o que aconteceu com Sophia foi o mesmo que aconteceu com todas as pessoas que cresceram profissionalmente no mundo da internet na década passada: timing. Foi a pessoa certa, do jeito certo, na época certa.

Quando as pessoas começaram a descobrir a internet como base de uma carreira, não muito tempo atrás, quem acreditou neste futuro deu certo. Sophia já se via sem saída, até que no colo dela estavam a ascensão do eBay, a popularidade do MySpace e uma vocação. Ou seja, não tinha nada a perder e de fato só ganhou. Nos tempos de hoje, em que qualquer pessoa pode ter um blog, uma loja online ou criar um aplicativo para celular, todo mundo quer viver disso, mas o diferencial é crucial.

Série

Estava empolgada para assistir a série Girlboss adaptada pela Netflix. De cara gostei do trailer, mas ao ver pela segunda vez achei a interpretação de Sophia um pouco forçada. Mas se a própria estava ali para guiar e aprovar a interpretação dos fatos, aceitei.

A série estreou em uma sexta-feira e terminei de assistir menos de 24 horas depois do lançamento. Não foi o que eu esperava antes de ver o trailer, mas superou ninhas expectativas de depois de ver o trailer. O começo foi difícil pois senti falta de vários fatos destacados no livro que precediam ao que foi escolhido para a televisão. Com o tempo, a série acabou prendendo a minha atenção e gostei bastante.

Sophia, a escrota?

No mesmo fim de semana de estreia eu vi garotas revoltadíssimas com a personalidade e as atitudes de Sophia durante o seu crescimento profissional. Sim, eu concordo con elas, mas não acredito que seja um fato para odiar como tudo aconteceu.

A história foi criada em cima de fatos verdadeiros, então não faz sentido a gente assistir esperando a protagonista perfeita, com problemas reais, injustiçada e que depois de muita batalha recebe o que merece, acompanhado de um príncipe encantado. Steve Jobs (RIP) e Apple tão aí para provar que mau caratismo também vence e ninguém odeia ele e a marca (alô, machismo).

A vida real não é assim. Mais do que isso, o mundo corporativo não é feito de pessoas de caráter exemplar. Elas existem, claro, mas deixar de falar sobre uma marca que conquistou milhões de meninas, que cresceu de forma estrondosa e que é sim um case de sucesso para empreendedoras, só porque não está de acordo com nossos princípios, é bobagem.

Esta forma de entretenimento informativo e educativo não significa que seja um exemplo e que é forma certa. Temos cérebro, temos capacidade suficiente para extrair as partes boas e ruins de cada história e absorver para uma experiência própria.

Se você acha que Girlboss não agregou nada em sua vida pessoal ou profissional, eu discordo de você. Use os defeitos de Sophia como uma lição sobre como não ser e não fazer. Quando você estiver em uma posição de poder, não seja Sophia, não seja o seu chefe que te fez chorar antes de dormir ou que te gerou uma gastrite. Não pense e não faça com que o sucesso só aconteça nessas condições e faça a diferença.

 

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Baddie Winkle is cooler than you

Baddie Winkle é uma senhora americana de 87 anos, nascida em Kentucky com o nome Helen Van Winkle. E sim, ela é muito, mas muito mais legal que eu e você. Pra quem não a conhece, ela é dona de uma conta no Instagram com mais de um milhão de seguidores, e tudo isso começou quando uma das netas delas postou uma foto da avó usando roupas de adolescentes. Depois de ser seguida nas redes sociais pela Rihanna, Baddie Winkle se tornou uma web celebridade que já foi clicada ao lado de Miley Cyrus e Nicole Richie.

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Conheci ela vendo um vídeo em que ela conta toda essa história. Baddie choca à primeira vista: sempre com roupas muito chamativas, o estilo dela é uma coisa entre Iris Apfel e Miley Cyrus, quase sempre com alguma referência à cultura da internet ou à maconha nas peças, e nos vídeos ela soa ora como uma senhora que está prestes a fritar bolinho de chuva para os netos, ora como uma adolescente que entrou há pouco na puberdade. Ou seja, ela é incrível!

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Quando questionada pelo seu estilo excêntrico, Baddie é categórica: “Eu não me sinto velha, eu nunca me senti velha. Eu acho que a gente pode se vestir do jeito que a gente quiser”. Em entrevista ao site Refinery 29, ela confessou que a ousadia no modo de se vestir também se tornou uma forma de superar a morte do marido e do filho, e diz que nunca gostou de roupas feitas para pessoas mais velhas. Ela é uma baita de uma inspiração para qualquer pessoa que tenha vontade de se vestir de forma diferente, mas tem medo. No alto dos seus 80 e tantos anos, Baddie mostra que não tem idade ou corpo certos para vestir alguma coisa!

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No meio de tanta gente contida, artificial e preocupada com a aparência, é bom seguir uma conta do Instagram que instiga, que tira a gente do lugar comum e nos deixa com mais coragem para ousar. Não só para os mais velhos, mas para os mais novos a Baddie é um baita tapa na cara de quem acha que a diversão acaba quando a velhice chega. You go, girl!

Entre a moda e a futilidade

Vou ser bem honesta: eu nunca gostei de moda. Nunca me interessei, nunca consegui enxergar na moda algo além de futilidade, dinheiro e padrão de beleza. Cresci admirando mulheres como Courtney Love, Brody Dalle, Kathleen Hanna e outras artistas que acreditavam que a mulher deveria ser mais que um enfeite e que todas nós podemos contribuir muito mais com o nosso interior do que com o nosso exterior. Resultado? Nunca tinha lido revistas de moda, não me importava com desfiles, grifes ou tendências, me vestia do meu jeitinho e problema resolvido.

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Essa era a minha maior referência de estilo.

Neste ano, porém, eu comecei a trabalhar com clientes que exigiam conhecimento de moda e, aos poucos, fui me inserindo num mundo que eu entendia tão bem quanto eu entendo de carros (talvez eu entendesse mais de carros por ser filha de uma vendedora de carros). Além das poucas marcas que eu admirava, como Burberry e Chanel, eu passei a conhecer a história de várias marcas que começaram do nada, a me surpreender com a genialidade de alguns estilistas e, confesso, me encantei pelas possibilidades que a moda traz.

Quando digo moda, não falo de roupas, sapatos e acessórios, mas sim de histórias importantes e pessoas que pensaram fora da caixa e trouxeram ao mundo criações que são dignas de serem chamadas de obras de arte. São pessoas que encorajam a originalidade, a atitude e a expressão por meio da moda. Elas, sim, eu admiro pra caramba, porque são pessoas que quebram paradigmas e esbanjam a criatividade e a expressão autêntica por meio da moda.

Infelizmente, essas descobertas não anulam o fato de que o meu senso comum de antigamente que acreditava que moda = futilidade não está totalmente errado. Nos desfiles ainda predominam um único padrão de corpo, as roupas ainda têm um custo muito alto que nem sempre todo mundo pode ter acesso, a diversidade de mulheres na moda e na publicidade ainda é muito pequena e, além de tudo, a maioria das marcas se preocupa pouco com a inovação e muito com as vendas (neste verão 2016, por exemplo, 9 entre 10 marcas apostaram no mesmo conceito boho-70s-hippie-étnico).

Entre a moda e a futilidade, eu fico com estilo. E estilo ultrapassa preço de roupa, tipo de corpo ou tendências, falta só as marcas perceberem isso e voltarem a inovar com novos rostos, corpos e modelagens, basta deixar de fazer mais do mesmo.

Menos cagação de regra e mais diversão <3
Menos cagação de regra e mais diversão <3

Fantasias de Halloween para it pobrinhas

O Halloween tá quase chegando e quem tem festa para ir provavelmente está super em dúvida sobre qual fantasia usar. Eu, que sou mulher, tenho ainda mais dificuldade porque, além de não querer gastar muito dinheiro com isso (igual todo mundo), eu não gosto de quase nada que oferecem nas lojas de fantasias, já que 99% das roupas são alguma versão sexy de qualquer personagem: policial sexy, branca de neve sexy, marinheira sexy, feiticeira sexy, etc. Se você não tá afim de mostrar muito peito, bunda e barriga, a tarefa de achar uma fantasia pronta por um preço razoável se torna muito mais difícil!

Por isso, separei algumas ideias de fantasia que podem ser feitas só com o que você tem em casa ou com algum detalhe comprado em lojas de fantasia, para não gastar muito dinheiro e mesmo assim poder aproveitar a festa com uma fantasia criativa!

Mia Wallace – Pulp Fiction

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O primeiro item da lista é, na verdade, a única fantasia que eu consegui criar sozinha de última hora. Para quem tem cabelo chanel castanho escuro ou preto já é meio caminho andado, e quem não tem pode achar fácil uma peruca com esse estilo de cabelo. Para completar o visual, uma camisa branca, uma calça social preta e uma sapatilha resolvem! Se quiser deixar a fantasia ainda mais elaborada, dá para usar batom e esmalte vermelho. Quando eu me fantasiei, fiz a Mia Wallace pós-overdose, com sangue falso no nariz e uma seringa no peito (que eu grudei com fita crepe e ficou caindo a festa toda, aí eu larguei mão).

Princesa Leia – Star Wars

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Essa é uma fantasia que eu sempre quis usar, mas nunca tive a oportunidade! Como a princesa Leia quase sempre está totalmente de branco e com o penteado característico, é muito fácil fazer a fantasia gastando pouco. Um vestido branco e um cinto prateado resolvem o problema, e se você tiver o cabelo comprido castanho escuro ou preto também não é necessário apelar para perucas.

Wandinha Addams – Família Addams

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Outra fantasia que é muito fácil de fazer, especialmente se você já tem o cabelo comprido e escuro! Basta um vestido preto ou azul marinho com gola branca (existem golas removíveis para vender, caso você não encontre um vestido com gola), duas tranças e uma maquiagem bem feita e pronto, a fantasia fica perfeita. O único problema é que ela já se tornou um clichê da data, assim como a Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, então pode ser que você não seja a única com essa fantasia na festa.

Gêmeas – O Iluminado

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Essa fantasia só faz sentido se você for à festa com uma amiga, e fica melhor ainda se você e sua amiga forem parecidas. Basta as duas irem vestidas com o mesmo vestido azul claro com um laço branco, meias brancas 3/4 e sapato boneca preto. Uma maquiagem pálida e o cabelo penteado para o lado com um grampo completam o visual. Procurei na internet e vi algumas versões em que as duas mulheres vão banhadas com sangue falso, mas eu, particularmente, acho mais legal sem o sangue, assim como está na foto acima.

Samara – O Chamado

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Além de ser uma fantasia muuuuito simples de se fazer, a Samara é uma ótima opção porque, na minha opinião, ela é a mais assustadora da lista. Para a fantasia você só precisa de uma camisola (uma camiseta muito grande serve também) branca e um cabelo comprido e escuro caindo sobre o rosto. Fazer uma maquiagem com rosto pálido e olheiras também ajuda! A Tati, que também escreve para o blog, já usou essa fantasia e levou uma TV debaixo do braço para complementar o look, e apesar de muito criativo eu não recomendo repetir o feito por motivos de: dor nas costas.

Espero que as sugestões deem uma luz para quem está com festa marcada para o Halloween! E, se vocês experimentarem uma das fantasias, nos mandem a foto para a gente ver como ficou!