Cinco músicas pop das antigas que enaltecem o feminismo

Antes mesmo da internet se tornar popular e estar presente em todas casas, a gente dançava em cima do sofá ao som de clássicos do pop/rock assistindo MTV e Multishow, e ouvindo Jovem Pan. Muitas das músicas acabaram sendo esquecidas com o tempo, mas fazendo um esforcinho na memória, conseguimos lembrar e cantarolar com elas.

Geralmente não temos o costume de prestar muita atenção nas letras, principalmente em canções estrangeiras. Já deve ter acontecido com você: ouvir uma música que marcou sua adolescência e ficar em choque por não ter entendido a letra na época e agora perceber o quão significativas elas são.

Pensando nisso, resolvemos juntar cinco músicas que marcaram os anos 90 e 00 no mundo pop para a gente relembrar e analisar as letras.

1 – Christina Aguilera – Can’t Hold Us Down

Na sua melhor fase, Christina Aguilera quebra os padrões de “mocinha do pop” para lançar um álbum que deixa explícito o que, na verdade, todos os álbuns pop femininos tinham vontade de fazer, mas faziam de maneira subentendida: explorar a sexualidade, questionar o abuso, problemas de autoestima, entre outros. “Can’t Hold Us Down” questiona a fragilidade masculina e o motivo pelo qual as mulheres são constantemente julgadas.

“Então eu não posso ter uma opinião?
Devo ficar calada só porque sou uma mulher?
Me chama de vaca porque eu falo o que está na minha cabeça.
Fica mais fácil pra você quando eu só sento e sorrio?”

Tradução completa aqui.

2 – No Doubt – Just a Girl

Gwen Stefani usa “Just a Girl” para ironizar o patriarcado que diz o que ela deve ou não deve fazer, porque ela é “apenas uma garota pequena e bonita”.

Porque eu sou apenas uma garota, preferiria não ser
Porque eles não me deixam dirigir tarde da noite
Eu sou apenas uma garoa
Acho que sou algum tipo de louca
Porque eles ficam sentados me encarando com aquele olhar

Tradução completa aqui.

3 – Destiny’s Child – Independent Woman Part 1

O nome da música é autoexplicativo, mas a letra é muito mais que isso. Antes mesmo de a Beyoncé se tornar um ícone do empoderamento, a música tema de Charlie’s Angels já nos dava uma lição: “Eu dependo de mim”.

Diga como você se sente sobre isso
Faço o que eu quero, vivo como eu quero viver
Eu trabalhei duro e me sacrifiquei para conseguir o que consegui
Mulheres, não é nada fácil ser independente

Tradução completa aqui.

4 – TLC – Unpretty

“Unpretty” não é declaradamente uma música feminista, mas aborda questões que assombram as mulheres desde cedo: o padrão da beleza. Desde crianças ouvimos como devemos agir, como se comportar e como o nosso corpo deve ser, pois “homem não gosta de mulher assim”.

Mas se você não consegue olhar para dentro de si mesmo
Descubra quem eu sou
Para estar na posição de me fazer sentir
Estupidamente feia

Tradução completa aqui.

5 – Beyoncé – If I were a Boy

A música fala sobre a maneira na qual as mulheres são tratadas pelo parceiro, invertendo os papéis. “If I Were a Boy” deixa o questionamento de que as atitudes masculinas são “normais” e que se fôssemos homens, talvez entenderíamos. Beyoncé canta que ela faria questão de entender o outro lado, respeitaria e valorizaria, porém, eles são “apenas garotos”.

Se eu fosse um garoto
Eu desligaria meu telefone
Diria a todos que ele está quebrado
Então eles iriam pensar que eu estava dormindo sozinho
Me colocaria em primeiro lugar
E faria as regras pra seguir
Porque sei que ela seria fiel
Esperando que eu volte pra casa

Tradução completa aqui.

QF Indica #02

Olá, gente bonita! Estou aqui mais uma vez para deixar algumas dicas de coisas interessantes que eu li, ouvi, comprei ou sei lá o que e acho que pode ser interessante para vocês também. E, claro, não deixem de dizer nos comentários a sugestão de vocês – eu sempre estou caçando livros, músicas, filmes e séries novos pra conhecer.

Joanne

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Teria como começar de outro jeito? Nunca fui ultra fã da Lady Gaga, mas gostava dos primeiros discos. O Artpop não ouvi até hoje, confesso, mas fiquei curiosa pra ouvir Joanne quando li que o Kevin Parker (do Tame Impala) e o Mark Ronson estavam envolvidos na produção.

Apesar de ter achado Perfect Illusion meio boring, adorei muito o resto do álbum (que só será lançado oficialmente dia 21, então ainda não está no Spotify) e o meu destaque vai pra Hey girl, uma parceria maravilhosa com a Florence Welch. Mas não vá esperando o pop farofa de ralar a bunda no chão! Apesar de algumas músicas serem dançantes, a Gaga pegou referências mais country para criar Joanne.

Aqui no Papel Pop tem as primeiras impressões do Phelipe Cruz sobre o álbum, vale a leitura!

Um milkshake chamado Wanda

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Falando em Papel Pop e Phelipe Cruz, um das coisas mais legais que eu descobri em 2016 foi o podcast do site. Quem não tem o hábito de escutar podcasts e/ou não sabe o que é, explico: podcast é tipo um programa de rádio, geralmente cada programa tem um tema, os quadros fixos e tudo o mais. É perfeito pra ouvir enquanto você faz tarefas mecânicas, tipo dentro do ônibus, lavando louça ou até mesmo trabalhando (mas aí vai depender da sua capacidade de executar bem as duas tarefas!).

O podcast da Wanda é pra quem curte cultura pop, fofocas de celebridades e essas coisas que permeiam o mundo do Papel Pop, mas o meu quadro favorito é o “Me ajuda, Wanda”, quando eles leem e-mails de ouvintes pedindo pitaco na vida pessoal deles. É muito engraçado, sério!

Esse post do GWS também fala de outros podcasts que valem a pena conhecer. 

The OC

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“Ai, Mariana, mas essa série já tem uns trocentos anos”. Eu sei, eu sei, mas agora ela entrou na Netflix! Eu já vi The OC várias vezes e todas elas são maravilhosas! E, se você ainda não assistiu, tá aí a oportunidade de ver uma das séries adolescentes que mais marcou os anos 2000.

O principal motivo para você ver The OC é a trilha sonora: puta que o pariu quanta música boa. Conheci várias bandas (entre elas The Killers e Death Cab for Cutie) por causa da série, que a partir da segunda temporada começa a narrar uma história que se passa em uma casa de shows. Além disso, é muito engraçado ver como as roupas que as meninas ricas usavam na época hoje em dia seriam muito cafonas (tipo as bolsinhas minúsculas da Louis Vuitton e os casaquinhos da Juicy).

As quatro temporadas já estão na Netflix. Boa maratona! 

Quadrilogia Napolitana

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Não tenho palavras pra descrever o meu amor por essa série de livros! Escrito pela Elena Ferrante, ela conta a história da amigas Lena e Lila, que se conheceram bem pequenas em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. O primeiro, “A Amiga Genial”, começa quando Lena, já adulta, recebe uma ligação do filho de Lila dizendo que a mãe desapareceu e levou embora qualquer vestígio da própria existência – fotos, roupas, objetos.

Então, Lena começa a narrar toda a história de vida delas com o objetivo de documentar a existência de Lila. O primeiro livro é focado na infância e no início da adolescência das duas e atualmente eu estou lendo “História do Novo Sobrenome”, a continuação de “A Amiga Genial”. Até o final do ano é para sair o terceiro volume da série e eu mal posso esperar para ler!

Também vale a pena ler um pouco sobre a polêmica decisão da autora em manter o anonimato. 

QF Indica #01

Hoje é dia de testar o mais novíssima sessão do Quase Famosas: QF indica. Aqui, nós basicamente vamos fazer um amontado de dicas de coisas que a gente leu, ouviu, viu, comprou, testou e gostou. Por ser algo novo aqui no blog, o feedback de vocês é muito importante! Vamos lá?

DePretas

Esses dias mesmo indiquei por aqui algumas youtubers maravilhosas, mas hoje conheci uma que ficou fora da lista: a Gabi Oliveira. Ela fala sobre temas sérios, especialmente sobre racismo, mas o jeitinho dela é tão especial e incrível que você fica no maior alto astral só de ouvir ela falando. E, melhor de tudo, falando coisas bem relevantes. Vá agora pro canal dela! (Mentira, termina de ler o post antes, mas depois vá lá)

Blonde, do Frank Ocean

Quem já era fã do Frank Ocean sabe o parto que foi pra sair esse álbum: ele confirmava uma data, surgiam rumores que estava quase lançando e… Nada! Em 2016 ele finalmente parou de nos iludir e veio com Blonde, que é amor do começo ao fim. Não consigo parar de ouvir!

Frank Ocean – ‘Nikes’ from DoBeDo Productions on Vimeo.

Bullet journal

Eu sou a desorganização em pessoa. Marco mais de um compromisso no mesmo dia e horário, esqueço de ir no médico, perco guias de exames, não consigo cumprir metas… Mas aí surgiu o bullet journal! Não vou entrar em detalhes porque precisaria de um post só pra isso, mas ele é uma espécie de agenda que você mesmo pode personalizar em qualquer caderno e adaptar de acordo com as suas necessidades. Aqui nesse post do Desancorando tem um passo a passo para você entender melhor.

Easy

Essa série da Netflix fala sobre amor e relacionamentos de uma forma bem natural e despretenciosa. Cada episódio é como se você estivesse vendo a vida de um dos seus amigos ou colegas de trabalho, por isso não espere grandes arcos de acontecimentos ou emoções hollywoodianas. Easy é como ver a vida passando na TV.

E vocês, o que recomendam pra gente? Digam nos comentários! 😉

As maravilhosas Karol Conka e Mc Carol em “100% feminista”

A funkeira carioca Mc Carol e a rapper curitibana Karol Conka divulgaram ontem nas redes sociais a parceria em uma música incrível!


“100% Feminista” é uma música produzida por Leo Justi e pelo Tropkillaz e tem tudo o que a gente gosta: rap, funk e girl power.

Não ouviu ainda? Pfvr, dá play aqui embaixo:

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5 bandas com meninas para conhecer

Estamos bastante acostumadas em ouvir no rádio e televisão vocais femininos na música pop, mas eles também estão presentes em outros estilos musicais, seja heavy metal, rock alternativo ou, até mesmo, punk rock. Pensando nisso, resolvi selecionar algumas bandas com mulheres e indicar aqui no blog. Coloquei na lista algumas das minhas preferidas!

1 – Best Coast

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Best Coast (minha preferida <3) é uma banda formada por uma mulher, Bethany Consetino, no vocal e guitarra e por um homem, o multi-instrumentista Bobb Bruno. A banda está na ativa desde 2009 e tem três álbuns de estúdio. O som deles é um indie rock/alternativo, ouve aí:

2 – Tsunami Bomb

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O Tsunami Bomb marcou minha adolescência emo e é uma banda de punk rock do final dos anos 90, encerrando a carreira em 2005, voltando apenas no final do ano passado. Na primeira formação, as mulheres da banda eram Emily “Agent M” Whitehurst e Kristin McRory nos vocais . Na atual, Kate Jacobi nos vocais e Oobliette Sparks no teclado.

3 – Save Ferris

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Formada em Orange County, na Califórnia, o Save Ferris surgiu em 1995 e conta com Monique Powell no vocal. A banda toca ska/punk e é bastante reconhecida no mundo do punk rock.

4 – Bikini Kill

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Formada no estado de Washington em 1990, o Bikini Kill também é uma banda bastante conhecida para apreciadores de punk rock/hardcore. Com elas, foi a primeira vez que ouvir falar em feminismo. A banda durou apenas sete anos, mas ainda é muito lembrada e conceituada no meio. O Bikini Kill contava com Kathleen Hannah, Kathi Wilcox e Tobi Vail.

5 – Tegan & Sara

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As gêmeas idênticas Tegan e Sara são multi-instrumentistas e permanecem na carreira musical desde 1995. Canadenses, elas acabaram de lançar o seu oitavo álbum de estúdio, onde permanecem no estilo indie pop.

O que acharam dos grupos? Deixem nos comentários a sua indicação para o próximo post! 😉

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Uma semana de clássicos

Sem dúvidas, eu estou vivendo a semana mais foda de 2015. Diferente da maioria das pessoas, que está reclamando muito deste ano, eu até que tive várias mudanças positivas, como sair de casa para morar com o meu namorado e, na reta final, conseguir um emprego na empresa que eu sempre quis trabalhar. Tiveram dificuldades, naturalmente, mas considerando o quadro geral eu sei que consegui fazer bastante, crescer bastante e, principalmente, me divertir muito.

Foram dois eventos que tornaram esta semana, em especial, inesquecível: o show do David Gilmour na segunda-feira e a estreia de Star Wars hoje, quinta-feira. Sobre o primeiro, me faltaram palavras para descrever o quão mágico foi ver um dos maiores guitarristas do mundo na minha cidade, para um público gigante e completamente envolvido com a música (tirando os loucos do pau de selfie, mas aí é um caso a parte que não vale a pena explorar neste momento).

Me reconheci em uma menina de 10 anos com cara de choro porque não queriam deixar ela entrar no show por causa da idade, coisa que já aconteceu muitas vezes comigo. Encontrei alguns amigos, uma amiga da minha mãe e me estabeleci num lugar distante do palco, mas confortável. Ao meu lado, havia um casal de senhores de uns 60 e poucos anos, e na minha frente tinham dois rapazes que aparentavam ter a minha idade. A senhora começou a tentar chamar o moço da minha frente, e o André (meu namorado) cutucou o menino. Pensei que eram mãe e filho, mas eis que ela pede… Uma bola do baseado.

“Depois de 40 anos, hein!”, o marido dela diz, rindo, depois de também dar uma bola. Em seguida, foram duas horas e meia de músicas maravilhosas, um show impecável e uma atmosfera incrível, que reuniu diferentes gerações, algo raríssimo hoje em dia, mas que eu presenciei novamente hoje, na estreia do episódio VII de Star Wars.

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Foi o primeiro filme da série que eu vi no cinema, já que só fui ter contato com Star Wars no ensino médio, então a ansiedade estava lá em cima! A abertura já fez meus olhos ~~lacrimejarem e despertar uma curiosidade imensa para saber qual era a história de Finn, Rey, Kylo Ren e BB8 (maravilhoso, diga-se de passagem). Assim como os personagens da trilogia original, todos – até o vilão – têm um carisma incrível que consegue manter a essência de Star Wars, mas a ansiedade era mesmo para ver Han Solo, Chewie, Leia, C3PO e todos os outros personagens que a gente já considerava pacas desde muito antes do Despertar da Força.

Não vou entrar em detalhes porque eu odeio spoilers e quero que todos possam ler sem ter surpresas desagradáveis, mas J.J. Abrams fez um filme para fã nenhum botar defeito! Conseguiu inserir novidades sem deixar de lado os elementos tradicionais. Chorei de alegria, de felicidade, de tristeza e de tudo isso ao mesmo tempo. Antes de começar o filme, a menina do meu lado ainda comentou comigo – uma desconhecida – que o coração dela estava batendo muito forte, e acho que era o sentimento geral de todas as pessoas da sala de cinema.

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Foi uma semana de clássicos, de ver cenas históricas e, mais importante, de dividir com milhares de pessoas um sentimento de paixão que muda completamente a atmosfera do lugar. Como é bom ver pessoas muito mais novas e muito mais velhas que eu dividindo o mesmo espaço, os mesmos interesses. Nesses momentos, todas as fronteiras entre as pessoas caem e a arte mostra a verdadeira função de tornar o mundo um lugar maravilhoso de se viver.

Lançamentos musicais preferidos de agosto

Agosto foi um mês longo e sofrido, mas o seu finalzinho me trouxe duas trilhas sonoras incríveis.

A primeira delas é o “Emotion”, da Carly Rae Jepsen. Sim, é a garota que canta a grudenta “Call me Maybe”. Mas o terceiro álbum da sua carreira não tem nada a ver com tudo o que ela já fez. As músicas estão mais maduras, agradáveis de ouvir e mostra muitas influências dos anos 80 e, em algumas faixas, até dos anos 2000. Ou seja, é uma mistura de pop atual com lembranças do que a gente ouvia na adolescência.

O segundo é o álbum “Roses”, da Coeur de Pirate, também conhecida como Béatrice Martin. Acompanho o trabalho dela desde o início da sua carreira, em 2008, quando as suas músicas eram todas interpretadas em francês e eu não entendia nada, mas gostava e até tentava cantar junto.

Por ser de uma região do Canadá que fala inglês e francês (Quebéc), Béatrice agora lança o seu segundo álbum bilíngue de quatro lançados em toda a carreira. Ela define o seu estilo como indie e folk, mas tem uma boa influência do pop também. Alguns podem achar as músicas um pouco depressivas e eu não vou discordar.

E aí, gostaram?

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