Cinco ilustradoras para seguir no Instagram (parte 1)

Aqui no Quase Famosas a gente gosta de enaltecer o trabalho das garotas. Pois bem, como também gostamos muito de arte e ilustrações, decidi listar algumas das minhas ilustradoras preferidas que descobri no Instagram e por indicações de outras amigas artistas. Vamos começar?

 

1 – Nath Araújo

A Nath já divulga o seu trabalho há um tempo, não só no Instagram mas também em seu canal no YouTube. Nos últimos meses, vem ficando a cada dia mais conhecida pelas suas ilustrações retratando signos e com a série “Quem é você no Instagram”.

 

2 – Sirlanney

Ilustradora e quadrinista, Sirlanney ganhou popularidade com o seu livro Magra de Ruim, que hoje já conta até com uma parte 2. O trabalho dela pode ser encontrado nas redes sociais, com quadrinhos que fazem a gente se identificar (e muito!) e em sua lojinha!

 

3 – Sublinhando

Patricia Ieda faz os desenhos mais fofos que você vai ver hoje. Seus desenhos são compostos também de lettering em frases de motivação. O seu trabalho já é possível ser encontrado também em produtos com parceria com algumas marcas. Tem tudo lá na página dela!

 

4 – Luiza Alcântara

Luiza é supercaprichosa e seus trabalhos têm um estilo único. Em suas últimas publicações no Instagram e Facebook, ela vem mostrando o seu trabalho registrando famílias e casais através de pinturas fofíssimas. Seus desenhos podem ser encontrados também à venda em diversos produtos, clica aqui.

 

5 – Sibylline

Sibylline é francesa e tem o estilo um pouco parecido com o da Luiza, mas ela gosta de incluir muitos detalhes e cores variadas em suas pinturas. Como inspiração, ela foca bastante no tema “galáxia”. Ela tem um canal no YouTube e também comercializa produtos com a sua arte.

Gostou? Então se liga que esta é apenas a parte 1! Fique à vontade para indicar suas artistas preferidas pra gente divulgar por aqui!

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Instagram: natalie.rosa

QF Indica #02

Olá, gente bonita! Estou aqui mais uma vez para deixar algumas dicas de coisas interessantes que eu li, ouvi, comprei ou sei lá o que e acho que pode ser interessante para vocês também. E, claro, não deixem de dizer nos comentários a sugestão de vocês – eu sempre estou caçando livros, músicas, filmes e séries novos pra conhecer.

Joanne

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Teria como começar de outro jeito? Nunca fui ultra fã da Lady Gaga, mas gostava dos primeiros discos. O Artpop não ouvi até hoje, confesso, mas fiquei curiosa pra ouvir Joanne quando li que o Kevin Parker (do Tame Impala) e o Mark Ronson estavam envolvidos na produção.

Apesar de ter achado Perfect Illusion meio boring, adorei muito o resto do álbum (que só será lançado oficialmente dia 21, então ainda não está no Spotify) e o meu destaque vai pra Hey girl, uma parceria maravilhosa com a Florence Welch. Mas não vá esperando o pop farofa de ralar a bunda no chão! Apesar de algumas músicas serem dançantes, a Gaga pegou referências mais country para criar Joanne.

Aqui no Papel Pop tem as primeiras impressões do Phelipe Cruz sobre o álbum, vale a leitura!

Um milkshake chamado Wanda

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Falando em Papel Pop e Phelipe Cruz, um das coisas mais legais que eu descobri em 2016 foi o podcast do site. Quem não tem o hábito de escutar podcasts e/ou não sabe o que é, explico: podcast é tipo um programa de rádio, geralmente cada programa tem um tema, os quadros fixos e tudo o mais. É perfeito pra ouvir enquanto você faz tarefas mecânicas, tipo dentro do ônibus, lavando louça ou até mesmo trabalhando (mas aí vai depender da sua capacidade de executar bem as duas tarefas!).

O podcast da Wanda é pra quem curte cultura pop, fofocas de celebridades e essas coisas que permeiam o mundo do Papel Pop, mas o meu quadro favorito é o “Me ajuda, Wanda”, quando eles leem e-mails de ouvintes pedindo pitaco na vida pessoal deles. É muito engraçado, sério!

Esse post do GWS também fala de outros podcasts que valem a pena conhecer. 

The OC

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“Ai, Mariana, mas essa série já tem uns trocentos anos”. Eu sei, eu sei, mas agora ela entrou na Netflix! Eu já vi The OC várias vezes e todas elas são maravilhosas! E, se você ainda não assistiu, tá aí a oportunidade de ver uma das séries adolescentes que mais marcou os anos 2000.

O principal motivo para você ver The OC é a trilha sonora: puta que o pariu quanta música boa. Conheci várias bandas (entre elas The Killers e Death Cab for Cutie) por causa da série, que a partir da segunda temporada começa a narrar uma história que se passa em uma casa de shows. Além disso, é muito engraçado ver como as roupas que as meninas ricas usavam na época hoje em dia seriam muito cafonas (tipo as bolsinhas minúsculas da Louis Vuitton e os casaquinhos da Juicy).

As quatro temporadas já estão na Netflix. Boa maratona! 

Quadrilogia Napolitana

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Não tenho palavras pra descrever o meu amor por essa série de livros! Escrito pela Elena Ferrante, ela conta a história da amigas Lena e Lila, que se conheceram bem pequenas em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. O primeiro, “A Amiga Genial”, começa quando Lena, já adulta, recebe uma ligação do filho de Lila dizendo que a mãe desapareceu e levou embora qualquer vestígio da própria existência – fotos, roupas, objetos.

Então, Lena começa a narrar toda a história de vida delas com o objetivo de documentar a existência de Lila. O primeiro livro é focado na infância e no início da adolescência das duas e atualmente eu estou lendo “História do Novo Sobrenome”, a continuação de “A Amiga Genial”. Até o final do ano é para sair o terceiro volume da série e eu mal posso esperar para ler!

Também vale a pena ler um pouco sobre a polêmica decisão da autora em manter o anonimato. 

QF Indica #01

Hoje é dia de testar o mais novíssima sessão do Quase Famosas: QF indica. Aqui, nós basicamente vamos fazer um amontado de dicas de coisas que a gente leu, ouviu, viu, comprou, testou e gostou. Por ser algo novo aqui no blog, o feedback de vocês é muito importante! Vamos lá?

DePretas

Esses dias mesmo indiquei por aqui algumas youtubers maravilhosas, mas hoje conheci uma que ficou fora da lista: a Gabi Oliveira. Ela fala sobre temas sérios, especialmente sobre racismo, mas o jeitinho dela é tão especial e incrível que você fica no maior alto astral só de ouvir ela falando. E, melhor de tudo, falando coisas bem relevantes. Vá agora pro canal dela! (Mentira, termina de ler o post antes, mas depois vá lá)

Blonde, do Frank Ocean

Quem já era fã do Frank Ocean sabe o parto que foi pra sair esse álbum: ele confirmava uma data, surgiam rumores que estava quase lançando e… Nada! Em 2016 ele finalmente parou de nos iludir e veio com Blonde, que é amor do começo ao fim. Não consigo parar de ouvir!

Frank Ocean – ‘Nikes’ from DoBeDo Productions on Vimeo.

Bullet journal

Eu sou a desorganização em pessoa. Marco mais de um compromisso no mesmo dia e horário, esqueço de ir no médico, perco guias de exames, não consigo cumprir metas… Mas aí surgiu o bullet journal! Não vou entrar em detalhes porque precisaria de um post só pra isso, mas ele é uma espécie de agenda que você mesmo pode personalizar em qualquer caderno e adaptar de acordo com as suas necessidades. Aqui nesse post do Desancorando tem um passo a passo para você entender melhor.

Easy

Essa série da Netflix fala sobre amor e relacionamentos de uma forma bem natural e despretenciosa. Cada episódio é como se você estivesse vendo a vida de um dos seus amigos ou colegas de trabalho, por isso não espere grandes arcos de acontecimentos ou emoções hollywoodianas. Easy é como ver a vida passando na TV.

E vocês, o que recomendam pra gente? Digam nos comentários! 😉

A genialidade de Xavier Dolan

Faz um bom tempo que eu estava com vontade de escrever sobre o Xavier Dolan. Se eu tivesse escrito há alguns meses, provavelmente seriam poucas as pessoas que teriam visto um trabalho dele. Hoje, no entanto, grande parte deve ter visto ao menos um clipe que ele dirigiu: Hello, da Adele. O canadense tem só 26 anos e, antes de toda a polêmica com o celular de flip, já era um nome forte em Cannes. Além disso, recentemente ele posou para uma campanha da Louis Vuitton.

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Dolan é nascido em Montreal e, por isso, seus filmes são todos em francês. O grande diferencial das obras é a sensibilidade que ele tem de colocar detalhes tão pessoais e envolventes, de forma que a gente se identifique e se apaixone por todos os personagens criados por ele. Vou falar um pouquinho filmes que assisti dele mas, ao invés de usar a ordem de lançamento, prefiro utilizar a ordem em que eu assisti para dividir com vocês de que forma eu conheci o trabalho dele.

Amores imaginários

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A primeira coisa que me chamou atenção em Amores Imaginários é a fotografia: cada cena do filme poderia ser um quadro, é tudo tão bonito e simétrico que visualmente o filme já vale a pena. A história mostra um triângulo amoroso formado pela moça da foto acima, o melhor amigo gay (interpretado pelo Xavier Dolan) e um loiro que faz os dois morrerem de amores. Vale a pena ver para relembrar exatamente qual é aquele sentimento devastador da paixão, que nos torna meio ridículos. E assim como todos os filmes do Dolan, a trilha sonora é excelente e vai do clássico ao pop.

Mommy

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Dá um nózinho na garganta só de lembrar de Mommy. Além da trilha sonora impecável (a vibe me lembra um pouco a trilha sonora de Boyhood) e da fotografia original (o filme é quase todo 1:1, parece tipo um filme do Instagram), Mommy é extremamente visceral e intenso do começo ao fim. A relação entre mãe e filho é explorada com Diane e Steve, um garoto problema que é expulso do reformatório e volta a morar com a mãe. A relação entre os dois transita entre o incestuoso e o violento, levantando questões sobre os conceitos de normalidade.

Eu matei minha mãe 

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O primeiro grande sucesso do Xavier Dolan foi o último que assisti dele. E sim, o título é assustador, mas não é literal. Eu matei minha mãe é estrelado pelo próprio Dolan e tem traços autobiográficos, já que mostra a problemática relação entre o filho homossexual e sua mãe. É impossível não mergulhar na história dos dois e não lembrar dos nossos próprios conflitos com nossas mães – afinal, por melhores que elas sejam, existem sempre brigas e conflitos terríveis. Chorei horrores lembrando da minha mãe e de toda a nossa história, que ora tinha muito carinho, ora era uma verdadeira guerra.

“Boys tears”: Conheça a marca Valfré

Viciei em conhecer coisas novas depois de passar bons anos sem ligar a televisão, assistindo sempre as mesmas séries, lendo sempre os mesmos portais de notícias e dormindo muito. Em uma dessas minhas buscas, há um pouco mais de um ano, eu estava navegando entre perfis do Instagram de alguma lojas gringas de roupas e maquiagens e, ao fuçar a conta da LimeCrime, me deparei com uma marca que conquistou o meu coração bem rápido: a Valfré.

Criada em 2012 pela mexicana e residente dos Estados Unidos Ilse Valfre, a marca de acessórios e roupas é “desenvolvida para o mundo feminino que captura a essência do que é ser uma garota”, segundo descrição no próprio site oficial.

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Ilse Valfré

As peças não são simplesmente femininas, mas sim com um conceito representativo e, olha, só sendo mulher para se identificar. Veja alguns exemplos usados nas roupas e capinhas para iPhone:

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A arte da Valfré pode ser encontrada em camisetas, jaquetas, bolsas e acessórios, e até como quadros de decoração. Infelizmente, a marca não pode ser encontrada no Brasil, mas enviei um email perguntando se eles entregam aqui e a resposta foi positiva!

Se quiser conhecer mais, pega aqui o InstagramFacebook, site oficial e blog!

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Instagram: natalie.rosa

Pagu: Ilustração a serviço das mulheres

Ao mesmo tempo que a internet traz um mar de chorume para a tela do nosso computador ou smartphone, ela pode trazer coisas maravilhosas e mudar a sua vida. A cada dia mais eu vejo as meninas engajadas no feminismo e depois de muita desconstrução, posso dizer que sei o que significa esse termo. Eu também confesso que nunca tive muito contato com esse engajamento e tudo o que eu venho aprendendo é por culpa da internet.

E foi nela que eu pude conhecer o Estúdio Pagu, criado por Sabrina Gevaerd, uma ex-colega de empresa que eu tive o prazer de conhecer em 2013. Sabrina tem 26 anos e faz ilustrações bastante pessoais e relacionadas às mulheres e todos os tabus enfrentados por nós.

“Meu processo de criação é um momento de colocar para fora coisas que estão encubadas em mim, as coisas que penso. Não consigo colocar muito do que penso em palavras, mas consigo transformar algumas sensações em imagens. Já fui descrita como alguém que quebra alguns paradigmas de comportamento feminino, e acho que isso é um péssimo sintoma do mundo que a gente vive. Desenhar coisas como sexo e menstruação, que são humanas e naturais, não deveria ser tabu”.

Sabrina largou tudo em Curitiba para voltar para a sua cidade natal, Brusque – SC, e se dedicar ao seu talento. Ela me contou que trabalhando em agência sempre tinha a sensação de estar no lugar errado e que em alguns momentos “o sentimento extrapola a dificuldade de mudar”.

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“Depois que saí da agência, as coisas meio que aconteceram sozinhas. Como se no momento que resolvi apostar no que eu queria ao invés de insistir no mais estável e aceitável, o vento voltasse a soprar a favor do meu barquinho”.

O desenho sempre esteve presente na vida de Sabrina, que diz ter poucas lembranças da infância que não envolviam lápis e papel. Agora, disposta a se entregar completamente ao seu dom, ela vem conquistando o apreço das pessoas pelo seu trabalho autoral.

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“Eu já freelava com ilustração, mas o autoral é mais novo. Tem cerca de dois meses, e o resultado positivo tem superado minhas expectativas. Às vezes me pego num estado de quase êxtase de tão feliz por ter algum reconhecimento pelo meu trabalho, é lindo!”

Mesmo com pouco tempo de existência, o trabalho do Estúdio Pagu já está espalhado por aí. Recentemente, os seus desenhos estamparam o jornal literário O relevO, de Curitiba, e podem ser encontrados em estamparias, no seu zine, claro, capa de disco e, até mesmo,  em um pedal de guitarra.

Ela vem participando de feiras de zine e impressos, como a Printa de Publicações Independentes e a Grampo, ambas em Curitiba. Na primeira quinzena de agosto ela vai estar com os seus materiais à venda na feirinha diurna “Surto”, em Balneário Camboriú, na qual ela faz parte da organização.

Alguns desenhos podem ser vistos abaixo, todos feitos com nanquim líquido e em canetas:

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Gostou? Então, pare de vacilar e curta a página do Estúdio Pagu no Facebook e acompanhe todas as suas ilustrações maravilhosas! Ah, também tem no Instagram. Bóra fortalecer o trabalho das minas? 🙂

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